27 de fevereiro de 2024
Crime

Mulher é presa por racismo contra família de ex-companheiro, em Aragoiânia: “Não gosto de senzala”

À polícia a mulher confessou o crime e disse que a intenção era magoar o ex, e não a família. Ela foi presa em flagrante
Mulher foi presa por cometer crime de racismo contra família de ex-namorado. (Foto: Divulgação)
Mulher foi presa por cometer crime de racismo contra família de ex-namorado. (Foto: Divulgação)

Uma mulher de 40 anos foi presa nesta segunda-feira (22), após cometer crime de racismo contra a família do ex-namorado, em Aragoiânia, Região Metropolitana da capital. Em mensagens enviadas ao ex, de 27 anos, a suspeita desferiu várias ofensas racistas. “Eu não gosto de senzala não”.

“Eu não gosto de senzala não. Se eu gostasse de macaco, eu iria lá no horto [fazendo referência ao Parque Zoológico]”, disse a investigada em um áudio encaminhado ao ex na noite do último domingo (21).

O caso aconteceu quando a mulher enviou mensagens para pegar seus pertences. O casal namorou durante um ano. Após diligências, a polícia conseguiu localizar e prender a mulher no local onde ela trabalha.

À polícia, a mulher confessou o crime e disse que estava chateada com o fim do relacionamento. Segundo ela as expressões usadas foram no intuito de magoar o ex, e não a família. Além do ex-namorado, de acordo com o delegado André Veloso, uma tia e a mãe da vítima também receberam mensagens racistas, que foram apagadas pela mulher.

“Temos as capturas de telas que mostram o que ela fez e apagou. Agora, no dele, ela não apagou e nós temos as mensagens enviadas”, destaca o delegado. A mulher foi presa em flagrante e responde pelo crime de racismo.

A suspeita foi conduzida à Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia. Ela foi presa em flagrante e responde pelo crime de racismo.

Vale lembrar que a pena para o crime de racismo é de cinco anos, sem direito a fiança na delegacia. A suspeita passará por uma audiência de custódia e a juíza deve decidir sobre a liberdade dela ou não. Segundo o delegado também deve ficar definido se o inquérito será finalizado em 10 ou 30 dias.


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Leonardo Calazenço

Jornalista - repórter de cidades, política, economia e o que mais vier! Apaixonado por comunicação e por levar a notícia de forma clara, objetiva e transparente.