21 de julho de 2026
RISCOS

MotoGP reconhece problemas e riscos na pista em Goiânia e garante correções para próxima edição

Segundo a direção, pista sofreu desgaste acima do esperado e oferecia risco aos pilotos, o que levou à redução da prova
Autódromo de Goiânia para o MotoGP. (Foto: Beto Issa/MotoGP Brasil)
Autódromo de Goiânia para o MotoGP. (Foto: Beto Issa/MotoGP Brasil)

A organização da MotoGP se manifestou oficialmente após o Grande Prêmio do Brasil, realizado no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, reconhecendo os problemas registrados na superfície da pista ao longo do fim de semana e detalhando as medidas adotadas para garantir a segurança das provas.

De acordo com a Direção de Corrida, os desafios enfrentados tiveram origem em uma combinação de fatores, incluindo condições climáticas adversas e questões estruturais não identificadas previamente. A chuva registrada nos dias que antecederam o evento impactou as obras finais do circuito e contribuiu para fragilidades no pavimento.

O ponto mais crítico ocorreu no sábado, quando foi identificado um defeito significativo causado pelo colapso de um sistema antigo de esgoto, até então não documentado, localizado sob a pista. Apesar da gravidade potencial, o problema estava fora da linha ideal de corrida e foi solucionado ainda no mesmo dia, após atuação rápida das equipes técnicas do circuito, permitindo a continuidade das atividades.

No domingo, novos sinais de desgaste apareceram após a corrida da Moto2, com degradação localizada do asfalto atribuída às altas temperaturas e à intensa utilização da pista ao longo do fim de semana. Mesmo após a remoção do excesso de material solto, a Direção de Corrida identificou risco residual para a prova principal.

Como medida preventiva, a corrida da MotoGP foi reduzida para 23 voltas, equivalente a 75% da distância originalmente prevista. A decisão foi tomada com base em critérios de segurança e comunicada imediatamente às equipes ainda no grid de largada.

A entidade também destacou que o processo de homologação dos circuitos segue protocolos rigorosos, conduzidos pela Federação Internacional de Motociclismo (FIM), com inspeções iniciadas mais de um ano antes da realização de cada etapa. Ainda assim, reconheceu que variáveis locais, como características do solo, métodos construtivos e condições climáticas, podem influenciar o desempenho do pavimento.

Segundo o comunicado, tanto o promotor quanto a administração do circuito já reconheceram os problemas e se comprometeram a realizar as correções necessárias antes do retorno da MotoGP ao Brasil. A expectativa é de que os ajustes garantam ainda mais segurança e desempenho para as próximas edições.

Apesar dos desafios pontuais, o evento foi considerado um sucesso de público, com 148.384 pessoas presentes ao longo do fim de semana. O número reforça o interesse do público brasileiro pela categoria e consolida Goiânia como um novo polo do motociclismo internacional.

A realização do Grande Prêmio também evidenciou o potencial da cidade para sediar eventos de grande porte, aliando infraestrutura, operação logística e engajamento do público. O episódio, por sua vez, deve servir como aprendizado técnico para aprimoramento contínuo do circuito.

Com o compromisso de ajustes e a forte adesão do público, a MotoGP deixa Goiânia com perspectivas positivas para o futuro, consolidando o retorno do Brasil ao calendário mundial e abrindo caminho para uma nova fase do motociclismo no país.


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