O retorno do MotoGP Grande Prêmio do Brasil a Goiás gerou um impacto econômico de R$ 1,14 bilhão, superando as expectativas iniciais de R$ 867 milhões. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) em levantamento da Fundação Getulio Vargas e consolidam o evento como um dos maiores já realizados no Estado.
Além do forte impacto financeiro, a etapa brasileira arrecadou R$ 173 milhões em tributos municipais, estaduais e federais e foi responsável pela criação de 10.838 postos de trabalho, entre diretos e indiretos.
Na avaliação do governador Ronaldo Caiado, os números comprovam o acerto da estratégia adotada para trazer a competição de volta ao Estado. “Nós demos o passo na hora certa. Fomos firmes ao mostrar o potencial de Goiás e da cidade de Goiânia para receber os mais de 150 mil turistas que aqui vieram”, afirmou. “Conseguimos trazer de volta uma prova que há 22 anos não era realizada no Brasil e há 36 anos não acontecia em Goiás”, completou.
Retorno supera investimento
O impacto econômico foi quatro vezes maior que o investimento de R$ 250 milhões na reforma do Autódromo Internacional Ayrton Senna. Do total movimentado, R$ 706,5 milhões foram gerados de forma direta, enquanto R$ 434,5 milhões correspondem a efeitos indiretos, como gastos do público, organização, patrocinadores e mídia.
Para o vice-governador Daniel Vilela, o retorno comprova a relevância da iniciativa. “É um investimento que se paga já no primeiro ano”, afirmou. “Mostramos à sociedade goiana que se trata de uma decisão que traz muitos retornos econômicos e sociais, com geração de empregos e oportunidades”.
Turismo e ocupação máxima
O evento reuniu 148.384 pessoas ao longo de três dias e garantiu ocupação de 100% da rede hoteleira. Turistas de 20 países e de 25 estados brasileiros estiveram em Goiânia, reforçando o caráter internacional da competição.
O gasto médio por visitante foi de R$ 6.856,28, considerando despesas dentro do evento e durante a estadia na cidade, com média de quatro noites. A maioria do público veio de fora da capital, incluindo cidades como São Paulo, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Exposição internacional e projeção global
Outro destaque foi a visibilidade internacional. De acordo com dados da Fórmula Money, a exposição de Goiânia, de Goiás e do Brasil na mídia global atingiu US$ 352 milhões, cerca de R$ 1,8 bilhão na cotação atual.
O CEO do evento, Alan Adler, destacou o alcance global da competição. “Se bem conduzido, o retorno vem. O Governo de Goiás avalizou o empreendimento e o resultado está aí. Estamos muito felizes e prontos para um evento ainda melhor em 2027”, afirmou.
Satisfação e retorno do público
Pesquisa do Observatório de Turismo de Goiás aponta que 76% dos visitantes pretendem retornar para a próxima edição, prevista para 2027. A avaliação média do evento foi de 4,07, enquanto a cidade de Goiânia recebeu nota 4,26.
Com forte impacto econômico, alta aprovação do público e ampla visibilidade internacional, o MotoGP Grande Prêmio do Brasil recoloca Goiás no circuito dos grandes eventos esportivos globais e reforça o potencial do estado como destino turístico e de negócios.
MotoGP Goiás 2026 – Principais Dados
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Impacto econômico total | R$ 1,14 bilhão |
| Impacto previsto | R$ 867 milhões |
| Arrecadação em tributos | R$ 173 milhões |
| Investimento no autódromo | R$ 250 milhões |
| Impacto direto | R$ 706,5 milhões |
| Impacto indireto | R$ 434,5 milhões |
| Postos de trabalho (total) | 10.838 |
| Postos diretos | 8.206 |
| Postos indiretos | 2.632 |
| Público total | 148.384 |
| Gasto médio por turista | R$ 6.856,28 |
| Gasto no evento | R$ 2.703,40 |
| Gasto na cidade | R$ 4.152,88 |
| Exposição internacional (US$) | US$ 352 milhões |
| Exposição internacional (R$) | R$ 1,8 bilhão |
| Países com turistas | 20 |
| Estados brasileiros representados | 25 |
| Intenção de retorno | 76% |
| Nota média do evento | 4,07 |
| Nota média da cidade | 4,26 |
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