14 de outubro de 2026
Investigação

Morte de menina de 9 anos em Goiás é investigada como possível envenenamento; veja o que se sabe

Polícia Civil apura morte de menina de 9 anos em Alto Horizonte e suspeita de envenenamento após consumo de alimentos em casa
Caso da morte de Weslenny Rosa Lima segue sob investigação, enquanto irmão permanece internado em estado grave. Foto: Reprodução/TV Anhanguera.
Caso da morte de Weslenny Rosa Lima segue sob investigação, enquanto irmão permanece internado em estado grave. Foto: Reprodução/TV Anhanguera.

A de Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, registrada no último sábado (28), em Alto Horizonte, está sendo investigada pela Polícia Civil de Goiás como um possível caso de envenenamento. A principal hipótese é que a criança tenha sido intoxicada após consumir alimentos dentro de casa, na noite anterior.

Segundo o delegado Sandro Leal, tanto a vítima quanto o irmão, de 8 anos, passaram mal após o jantar de sexta-feira (27) e foram levados ao . A morte da menina foi confirmada no dia seguinte, enquanto o irmão segue internado em estado grave na do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN).

O que aconteceu

De acordo com as investigações, a família consumiu carne, arroz e feijão preparados na própria residência pelo padrasto das . Após a refeição, apenas os dois irmãos apresentaram sintomas de intoxicação, o que levantou suspeitas. “A refeição mais suspeita, pelo lapso temporal, é a carne, o arroz e feijão”, afirmou o delegado.

Outros alimentos ingeridos ao longo do dia, como mortadela e um bolo de milho levado por um familiar, também estão sendo analisados, mas, até o momento, o foco principal permanece no jantar.

Suspeita de uso de “chumbinho”

A polícia trabalha com a hipótese de envenenamento por “chumbinho”, um veneno ilegal frequentemente utilizado como raticida. Segundo o delegado, o tempo de reação do organismo das crianças é compatível com esse tipo de substância.

A também considera a possibilidade de contaminação indireta. Conforme relato, a família tinha o hábito de descartar restos de comida no quintal, onde havia um galinheiro. No entanto, os animais estavam presos e não tiveram contato com os alimentos.

Investigação analisa possível participação de animais

Outro ponto investigado envolve a presença de gatos na região. A polícia apura se os animais podem ter tido contato com comida contaminada ou com as próprias crianças. “Buscamos saber se os gatos foram até o local ou se as crianças foram até onde estariam esses animais”, explicou Sandro Leal. Até o momento, nenhum tutor foi identificado como responsável pelos gatos.

Família foi ouvida

A mãe e o padrasto das crianças foram ouvidos pela polícia e liberados. Os celulares deles e das crianças foram apreendidos para análise. Segundo o delegado, ambos são considerados “suspeitos naturais”, por serem os únicos adultos presentes na casa no momento do ocorrido. Eles afirmaram ter consumido a mesma refeição que os filhos, mas não apresentaram sintomas e disseram desconhecer a presença de qualquer tipo de veneno na residência.

A Polícia Civil segue reunindo provas para esclarecer as circunstâncias da morte da criança. Exames periciais devem confirmar se houve, de fato, envenenamento e qual foi a substância utilizada. O caso segue sob investigação e, até o momento, não há conclusão sobre a dinâmica do ocorrido.


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