06 de setembro de 2026
Não resistiu

Morre adolescente goiano agredido por piloto, após 16 dias de internação

Rodrigo Castanheira, de 16 anos, não resistiu às complicações de um traumatismo craniano; agressor segue preso na Papuda e deve responder por homicídio
Rodrigo passou 16 dias internado em estado gravíssimo na UTI. Foto: reprodução
Rodrigo passou 16 dias internado em estado gravíssimo na UTI. Foto: reprodução

O adolescente goiano Rodrigo Castanheira, de 16 anos, morreu na manhã deste sábado (7) após passar 16 dias internado em estado gravíssimo em um hospital particular de Águas Claras, no Distrito Federal. O jovem estava em coma induzido desde a madrugada de 23 de janeiro, quando foi brutalmente agredido pelo piloto e empresário Pedro Turra, de 19 anos, na saída de uma festa em Vicente Pires, distrito do DF.

A foi confirmada pelo advogado da família, após uma sequência de complicações decorrentes das agressões. Durante a briga, Rodrigo bateu a cabeça na porta de um veículo, o que resultou em um traumatismo craniano severo e uma parada cardiorrespiratória de 12 minutos. De acordo com a Polícia Civil (PCDF), o jovem, descrito por familiares como um rapaz tranquilo e muito ligado à família, continuou a ser agredido mesmo após estar desacordado.

Relembre o caso

As investigações apontam que o conflito teve uma motivação banal: um desentendimento por causa de um chiclete mascado que Pedro Turra teria jogado na direção de um colega de Rodrigo. Irritado com um comentário feito pelo adolescente, o piloto desceu do carro e iniciou o ataque. Vídeos da circularam nas redes sociais e foram anexados ao inquérito policial.

Durante o período em que esteve na UTI, a comunidade e familiares de Rodrigo, que estudava no Colégio Vitória Régia, realizaram correntes de oração e vigílias em frente ao hospital, a última delas ocorrida na sexta-feira (6).

Desdobramentos jurídicos e situação do agressor

Com a confirmação da morte, o cenário jurídico de Pedro Turra se agrava. A acusação, que inicialmente era tratada como lesão corporal gravíssima, deve ser alterada para homicídio. Turra está preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP), no Complexo da Papuda, desde o dia 2 de fevereiro. Embora tenha sido solto inicialmente após pagar fiança de R$ 24,3 mil, a ordenou sua nova prisão por suspeita de tentativa de interferência nas investigações.

Atualmente, o piloto ocupa uma cela individual após relatar ameaças sofridas por parte de outros detentos e policiais. Além do caso envolvendo o adolescente goiano, Pedro Turra é alvo de outras três investigações: agressão a um homem de 49 anos em briga de trânsito; lesão corporal em uma praça em Águas Claras (junho de 2025); e de fornecer bebida alcoólica à força para uma menor de idade.

Em nota, o delegado Pablo Aguiar, responsável pelo caso, lamentou o falecimento de Rodrigo e afirmou que buscar justiça é uma forma de honrar a memória da vítima. A defesa do piloto também manifestou profundo lamento pela morte do jovem.


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