19 de maio de 2022
Laila Melo

Mobilidade e a grande Goiânia

Uma pauta que deve balançar os palanques dessa eleição é a mobilidade urbana. O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, já a classificou como o ‘calcanhar de Aquiles’ das grandes cidades. Já a presidenta Dilma Rousseff lançou um Programa de Aceleração do Crescimento (Pac) voltado especificamente a solução desse problema, o PAC da Mobilidade Urbana. Há poucos dias ela fez o anúncio de R$ 430 milhões para investimentos em transporte público da região metropolitana de Goiânia. Mas pensar em mobilidade requer ver partes de um todo.

A primeira é a do transporte público. O morador das grandes cidades goianas quer sim saúde, educação, segurança e, asfalto na porta de casa. Mas o fato é que ainda tem muito eleitor que fica horas e horas do dia dentro de um ônibus para ir e voltar do trabalho. E, não pense que é aquele transporte de propaganda de TV que só mostra o trabalhador feliz e sorridente sentado em um banco de um carro quase vazio. A realidade é outra. Não precisa ter que usar o transporte público para conhecê-la. Basta olhar para o lado. Olhe e veja aquele amontoado de gente sufocado pelo calor típico de Goiás aliado ao tal calor humano que, nesses casos, não é nada bem-vindo. A dignidade humana aqui nem sempre é levada em consideração.

A segunda é o aumento de carros nas ruas das cidades que formam a grande Goiânia. O fato é que a cada dia as facilidades para a compra de veículos e a desaprovação do transporte coletivo geram uma reação em cadeia. O desagrado com o transporte coletivo faz com que mais pessoas comprem veículos. Com isso uma palavrinha não muito habitual de quem mora na região metropolitana passa a fazer parte do vocabulário diário. Engarrafamento. E não adianta estresse. Ainda mais quando São Pedro resolve abrir as comportas do céu. Aí sim a tal da palavrinha (engarrafamento) começa a fazer parte das “mais faladas”.

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As soluções para que possamos exercer o direito de ir e vir com tranquilidade estão aos poucos sendo vislumbradas por especialistas em trânsito. Para a nossa alegria! Como aumento do número de ônibus nas ruas, aliado a corredores exclusivos. Implementação da cultura da bicicleta não para passeio, mas para o dia-a-dia, em parceria com o ato de cobrar a construção de ciclovias. Enquanto essas soluções são estudas e reestudadas o que nos resta é suportar o calor humano dos ônibus, aguentar o engarrafamento e ter a esperança de que quem tem o poder de resolver o problema da mobilidade queira de fato fazê-lo.

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