25 de fevereiro de 2024
Recomposição • atualizado em 19/06/2023 às 18:03

Ministro nega que Lira tenha pedido troca na Saúde e Nísia Trindade segue no cargo

Alexandre Padilha confirmou que Lula não colocará Ministério da Saúde como cota de nenhum partido
Alexandre Padilha defendeu Lira ao dizer que, em nenhum momento, houve reinvindicação de cargo. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Alexandre Padilha defendeu Lira ao dizer que, em nenhum momento, houve reinvindicação de cargo. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O ministro Relações Institucionais, Alexandre Padilha, negou, nesta segunda-feira (19), que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), tenha reivindicado a indicação do ministro da Saúde. De acordo com ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não colocará o Ministério da Sáude como cota de nenhum partido, portanto, indicações serão técnicas e Nísia Trindade permanece como titular da pasta.

De acordo com Padilha, a escolha de Lula por Nísia foi tomada com base no papel exercido por ela durante a pandemia. “Desde o começo, o presidente Lula tomou uma decisão sobre o Ministério da Saúde, sobretudo depois de toda a situação na pandemia, pela importância do tema da saúde, de querer indicar para o Ministério da Saúde um quadro da saúde pública. Escolheu uma mulher [Nísia Trindade], a primeira mulher que ocupa o Ministério da Saúde, escolheu a ex-presidente da Fiocruz, por todo o papel que ela teve durante a pandemia”, destacou o ministro.

Recomposição de cargos

Conforme o ministro, o governo Lula segue em tratativas de indicações para cargos. No momento, o presidente está conversando com partidos políticos da base aliada, principalmente o União Brasil. Segundo a Agência Brasil, nas últimas semanas, o nome da ministra do Turismo, Daniela Carneiro, esteve em discussão.

A ministra entrou com pedido para sair do União Brasil e ir para o Republicanos sem perder o mandato. De acordo com Padilha, “não existe qualquer tipo de pressão” ou pedido para a demissão de Daniela Carneiro.

Além de Daniela, o União Brasil tem o comando de outros dois ministérios: o das Comunicações, com Juscelino Filho, e o da Integração Nacional, com Waldez Góes. Este seria um dos motivos para Lula manter a ministra no cargo.

Com efeito, Padilha assume que, no momento, mesmo com a recomposição das pastas, “não existe qualquer pressão, inclusive sobre a ministra Daniela Carneiro”. Para ele, é “absolutamente natural”, que o União Brasil, que indicou três nomes para o ministério, queira “rediscutir essa composição”, acrescentou o ministro.


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Luana Cardoso

Luana

Estagiária de Jornalismo do convênio entre a UFG e o Diário de Goiás.