15 de agosto de 2022
Crise

Metade dos empresários de MPE estão preocupados com o aumento dos preços e inflação, diz pesquisa

14ª edição da pesquisa do Sebrae e da Fundação Getúlio Vargas também mostra que a pandemia não é mais vista como um fator que traz dificuldade para os negócios
O MEI é a categoria mais atingida com 62% desse setor registrando queda de faturamento. (Foto: reprodução)
O MEI é a categoria mais atingida com 62% desse setor registrando queda de faturamento. (Foto: reprodução)

A nova pesquisa “Impacto da Pandemia de Coronavírus nos Pequenos Negócios”, que vem sendo realizada pelo Sebrae e Fundação Getúlio Vargas, mostra, em 2022, que quase 60% dos donos de micro de pequenas empresas brasileiras ainda continuam registrando um faturamento 23% menor, em média, quando comparado ao período anterior à crise causada pela pandemia.

Neste momento, de acordo com 50% dos empreendedores, o maior vilão passou a ser o aumento dos custos (insumos, combustível, energia), seguido da falta de clientes (21%) e das dívidas com empréstimos (11%). No entanto, somente 3% dos empreendedores ainda veem a pandemia como um problema.

Além disso, a pesquisa também mostra que os setores que detêm os maiores percentuais de perdas são Beleza, Artesanato, Economia Criativa, Turismo e Moda, com quedas no faturamento que variam de 34% a 29%. Considerando o porte dos empreendimentos, a pesquisa mostra que os Microempreendedores Individuais (MEI) são o grupo mais impactado, já que 62% relatam queda de faturamento, com uma redução média de 29%.

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Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a pesquisa traz uma informação importante: nenhum segmento da economia registrou piora em 2022. Porém, indica que o quadro geral ainda inspira cuidado e monitoramento constante.

“A inflação atingiu as pequenas empresas, em especial os MEI, quando eles começavam a se recuperar dos impactos da pandemia. É fundamental continuar apoiando esses empreendedores com políticas de crédito e com a possibilidade de renegociação de dívidas, tanto de empréstimos, quanto de impostos e fornecedores”, avaliou o presidente.