01 de março de 2024
Altas temperaturas

Mês de novembro e o ano de 2023 já são os períodos mais quentes da história do planeta

Novembro se tornou o sexto mês consecutivo de recordes de calor, consolidando 2023 como o ano mais quente da história.
Mudanças climáticas provocadas pela ação humana são a causa mais provável para explicar a onda de calor. (Foto: Divulgação).
Mudanças climáticas provocadas pela ação humana são a causa mais provável para explicar a onda de calor. (Foto: Divulgação).

Novembro foi o mês mais quente já registrado na história do planeta Terra, segundo o observatório europeu Copernicus Climate Change Service. O observatório divulgou nesta quarta-feira que a temperatura média da superfície em novembro foi de 14,22°C, cerca de 0,85°C acima da média do período de 1991 a 2020. Com isso, 2023 se consolida como o ano mais quente da história.

“As temperaturas extraordinárias de novembro em todo o mundo, incluindo dois dias mais quentes do que 2ºC acima [da média de temperatura] do período pré-industrial, significam que 2023 é o ano mais quente da história”, disse a diretora-adjunta do Copernicus Climate Change Service, Samantha Burgess.

Segundo informações do Programa Copernicus, de modo geral, nesse ano de 2023, as temperaturas do ar estiveram acima da média em grande parte dos oceanos, e isso tem gerado impactos severos, como por exemplo, as temperaturas mais elevadas em grande parte da Antártica, deixando a cobertura de gelo marinho muito abaixo do normal.

Influência da mudança climática

De acordo com o relatório da da Climate Central, o El Niño, juntamente com outros fatores, provavelmente teve influência no aumento das temperaturas nos últimos 12 meses, mas muito pequena em comparação com a influência das emissões de gases de efeito estufa causadas pelo homem.

Um outro estudo, realizado pela World Weather Attribution (WWA, já havia indicado que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana são a causa mais provável para explicar a onda de calor registrada no Brasil e em outros países da América Latina, entre agosto e setembro deste ano.

É possível reverter?

No último ​​Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU) foi revelado que o mundo tem apenas três anos para evitar que os impactos negativos sejam irreversíveis.

Segundo relatório divulgado pela ONU para que haja uma chance de apenas 50% de estabilizar o aquecimento global em 1,5°C acima dos níveis pré-industriais – índice que foi definido pelo Acordo de Paris –, as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) precisam atingir o seu pico até 2025 e cair 43% até 2030.

O documento ainda aponta que a humanidade, na verdade, não está se esforçando o suficiente para minimizar esses impactos e que a redução da produção de poluentes, como o gás carbônico, precisaria ser ao menos 25 vezes maior para haver alguma mudança real nesse cenário.


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Elysia Cardoso

Jornalista formada pela Uni Araguaia em 2019