09 de agosto de 2022
Destaque 2 • atualizado em 20/08/2020 às 15:39

Mentor da campanha de Trump é preso por fraudar campanha e promover conspiração

Principal patrocinador de campanhas ultra-direitistas em todo o mundo, Bannon é preso nos Estados Unidos
Principal patrocinador de campanhas ultra-direitistas em todo o mundo, Bannon é preso nos Estados Unidos

Uma das figuras mais importantes por trás da vitória de Donald Trump à presidência da República dos Estados Unidos em 2016 foi preso pelo departamento de Justiça norte-americano nesta quinta-feira (20/08). Steve Bannon atuou como estrategista e uma espécie de coordenador da campanha do empresário. De sua cabeça, saíram ideias que catapultaram à campanha de Trump para o sucesso, como por exemplo, a ideia de construir um muro que dividia os Estados Unidos do México.

E foi justamente a partir desta ideia o cerne da prisão de Bannon. A campanha We Build That Wall (Nós construímos o muro) arrecadou aproximadamente US$ 25 milhões e recebeu dinheiro de centenas de norte-americanos apoiadores de Trump, e seria utilizado para a construção do muro no entanto, o que se viu foi o desvio do dinheiro pelo próprio Bannon que gastava como bem entendia.

Bannon deixou a Casa Branca pouco depois de Trump tomar posse para seguir adiante seus planos de levar a ultradireita para o restante do mundo e vivia um estilo de vida luxuoso. Foi consultor de diversos políticos populistas à direita na Europa, além de defensor do Brexit, embora este último não tivesse tido sua participação ativa. 

O livro “Medo: Trump na Casa Branca”, de Bob Woodward relata que apesar do péssimo gosto que Bannon tinha para a escolha de roupas, o ex-estrategista de Trump era esperto, tinha a sede do poder e viu em Trump a figura perfeita para incorporar suas ideias.

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Preso pelo crime de conspiração e por cometer fraude na campanha de arrecadação pró-muro, a notícia é desalentadora para a família Bolsonaro que o via como fonte de inspiração e pretendia repetir seus métodos aqui no Brasil. O deputado federal Eduardo Bolsonaro inclusive chegou a se autodeclarar representante latino do movimento ultradireitista de Bannon.