Médicos da Maternidade Célia Câmara vão participar de uma assembleia na segunda-feira (23) que vai avaliar um indicativo de greve por falta de condições de trabalho e atrasos nas remunerações devidas aos profissionais. A convocação da assembleia foi publicada neste sábado (21). Em notas ao Diário de Goiás (leia as íntegras ao final), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) nega atrasos à gestora do hospital e a gestora admite que tem um atraso e diz que fará o pagamento na segunda-feira.
A convocação para a assembleia foi assinada pela presidente do Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego), Francine Leão Rodrigues. A assembleia será virtual, às 19h, em primeira convocação.
Os itens definidos na pauta são somente relativos às condições de trabalho, atraso no pagamento e indicativo de greve na maternidade Célia Câmara, abrindo para outros assuntos.
Desde agosto do ano passado, a maternidade é administrada pela Sociedade Beneficente São José. Ela, inclusive, teve recentemente seu contrato renovado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) por mais seis meses, assim como as gestoras que assumiram as outras duas maternidades da capital na mesma época.
A reportagem procurou a SMS neste sábado para verificar se está havendo algum problema no repasse dos valores devidos pelos serviços médicos prestados na unidade. Em nota, a secretaria informou que os repasses para as gestoras – que são as responsáveis pelo pagamento aos médicos – estão “rigorosamente dentro do prazo acordado e que não possui valores em aberto com as instituições”. Confira a íntegra da nota abaixo.
Nota da SMS
“A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informa que os pagamentos às organizações sociais gestoras das maternidades municipais foram realizados rigorosamente dentro do prazo acordado e que não possui valores em aberto com as instituições.
A pasta monitora a disponibilidade e qualidade da assistência oferecida nas três maternidades.”
Nota Maternidade Célia Câmara
“A Maternidade Célia Câmara informa que tem conhecimento da convocação de assembleia pelo Simego e mantém diálogo aberto e permanente com o corpo clínico e demais profissionais.
Eventuais questões administrativas e financeiras estão sendo tratadas junto aos órgãos competentes, e a instituição segue empenhada na busca de soluções responsáveis e transparentes, sempre priorizando a continuidade e a qualidade da assistência às gestantes, puérperas e recém-nascidos atendidos na unidade.
Em relação às questões apontadas, esclarecemos que há um pagamento por parte da OS em atraso referente aos médicos, cuja quitação está programada para a próxima segunda-feira.
Reforçamos que a Maternidade permanece com seus atendimentos mantidos e não houve, até o momento, qualquer interrupção dos serviços prestados à população.
Temos certeza que a situação será contornada sem prejuízos à população.”
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