16 de julho de 2026
MOTOGP

Médico Dino Altmann destaca estrutura médica da MotoGP em Goiânia como referência mundial

Centro Médico - Autódromo de Goiânia (Foto - Caio Mounif)
Centro Médico - Autódromo de Goiânia (Foto - Caio Mounif)

Profissionais de imprensa tiveram acesso neste sábado (14), a algumas das estruturas que serão utilizadas no Grande Prêmio do Brasil de MotoGP 2026, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. Durante a visita técnica organizada pela MotoGP Brasil, foram apresentadas áreas estratégicas do evento, entre elas o Centro Médico, que será responsável pelo atendimento aos pilotos em caso de acidentes durante as atividades de pista. A estrutura está em fase final de acabamento e será um dos pontos centrais do sistema de segurança da competição, que acontece entre os dias 20 e 22, com treinos, sprint e as corridas das categorias Moto4 (Copa Latina), Moto3, Moto2 e MotoGP.

A apresentação da estrutura foi conduzida pelo médico Dino Altmann, diretor médico da MotoGP Brasil. Reconhecido internacionalmente na área da medicina esportiva aplicada ao automobilismo e à motovelocidade, Altmann é presidente da Comissão Médica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e também da Comissão Médica da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). Além disso, ele atua como diretor médico do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, disputado anualmente no autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Durante a visita, o médico explicou que o atendimento na motovelocidade exige uma logística diferente do automobilismo, principalmente pela dinâmica das motos na pista. “Os riscos são maiores e também a intervenção em pista é completamente diferente. É muito mais complicado colocar um carro dentro da pista com tanta moto andando. Então a maneira que nós atendemos no MotoGP é completamente diferente”, afirmou.

Segundo Altmann, a organização montou uma rede de atendimento distribuída por todo o circuito para garantir rapidez no socorro em caso de acidentes. “Nós temos postos onde tem médicos e enfermeiros ao redor da pista. Cada posto desses tem três médicos. Ao todo são 21 postos ao redor da pista, além de seis ambulâncias posicionadas no circuito e duas ambulâncias aqui no centro médico. O que a gente quer é tirar o piloto o mais rápido possível da pista e colocar na ambulância para vir para o centro médico”, explicou.

O Centro Médico do autódromo será o ponto principal de atendimento para os pilotos que necessitarem de avaliação ou tratamento após incidentes na pista. “Uma vez vindo para o centro médico, a ambulância entra direto na garagem que fica dentro da estrutura e o piloto já é encaminhado para a sala de emergência. Temos três leitos para emergência aqui e uma segunda ala de atendimento, então podemos atender até cinco acidentados ao mesmo tempo”, destacou Altmann.

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Dino Altmann – Diretor Médico – MotoGP Goiânia

Caso seja necessária uma remoção hospitalar, a organização já definiu as unidades de referência em Goiânia. “Nós temos sempre dois hospitais como referência para transferência. Um hospital privado, que é o Mater Dei, e um hospital público, que é o HUGOL. Para isso temos ambulâncias de transferência e também um helicóptero. O HUGOL tem heliponto, então uma transferência para lá é muito simples”, explicou.

Altmann também destacou o alto nível da estrutura montada no Autódromo Ayrton Senna e fez uma comparação com outros grandes eventos do automobilismo mundial. “Posso dizer que esse centro médico é do mais alto nível que a gente tem. Em São Paulo, para a Fórmula 1, temos um centro médico bastante similar em Interlagos. Esse aqui tem tecnologia de ponta para o primeiro atendimento e poderia até ser comparado com uma sala de emergência dos melhores hospitais do mundo. No MotoGP, eu posso garantir que não tem nenhum melhor do que esse. Pode ter algum igual, mas melhor não”, afirmou.

Durante os três dias de atividades da MotoGP em Goiânia, a equipe médica trabalhará integrada ao Race Control, central responsável pela tomada de decisões durante as corridas. “Assistir à prova é o que a gente menos faz. Nós acompanhamos tudo no Race Control, porque existe uma interação entre todas as equipes ali dentro. É uma central de operações que existe exatamente para que a gente tenha agilidade nas decisões e garanta segurança para a corrida”, completou o diretor médico.


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