17 de fevereiro de 2026
Educação

MEC empossa reitora do IFG e reforça investimentos na educação federal em Goiás

Cerimônia em Brasília reforça compromisso do Governo Federal com a autonomia dos institutos federais e a ampliação da educação profissional
Posse da reitora Oneida Irigon destacou investimentos e expansão do IFG. Foto: Bruna Araújo/MEC.
Posse da reitora Oneida Irigon destacou investimentos e expansão do IFG. Foto: Bruna Araújo/MEC.

O Ministério da Educação (MEC) empossou, nesta quinta-feira (15), em Brasília (DF), a professora Oneida Irigon para o segundo mandato à frente da Reitoria do Instituto Federal de Goiás (IFG). A cerimônia contou com a participação do ministro da Educação, Camilo Santana, que reforçou o compromisso do Governo Federal com a autonomia das instituições federais de ensino, o fortalecimento da democracia e a ampliação da educação profissional e tecnológica no país.

Durante o evento, Camilo Santana destacou o papel estratégico dos institutos federais na transformação social e na formação de jovens em todas as regiões do Brasil. “Os institutos federais são um orgulho e um patrimônio do Brasil, são instituições que transformam vidas, dando oportunidade para milhões de jovens. Por isso, tenho a honra de estar aqui, reconhecendo a liderança e o trabalho de uma reitora que, não tenho dúvidas, vai se destacar ainda mais nesse segundo mandato à frente do IFG”, afirmou o ministro.

Ampliação da educação profissional e tecnológica

Santana também ressaltou os investimentos previstos pelo governo federal para o fortalecimento da educação profissional e tecnológica (EPT). Segundo ele, o projeto de lei encaminhado ao Congresso Nacional prevê a criação de mais de 16 mil vagas para contratação de servidores, exclusivamente para os institutos federais. “Nós já temos boas notícias nesse início de 2026: o projeto de lei que enviamos para o Congresso prevê mais de 16 mil vagas para contratação de servidores, só para os institutos federais”, comemorou.

Compromisso com estrutura e políticas públicas

Em seu discurso, Oneida Irigon destacou que o fortalecimento da educação pública depende de decisões políticas concretas, investimento contínuo e diálogo institucional. A reitora enfatizou os avanços estruturais alcançados pelo IFG nos últimos anos. “Educação pública não se sustenta apenas com discurso, ela se sustenta com decisão política, com orçamento, com legislação e com compromisso institucional. É no diálogo entre os poderes que conseguimos transformar projetos em políticas públicas e políticas públicas em direitos concretos na vida dos nossos estudantes”, afirmou.

Ela também citou obras e melhorias realizadas na instituição, como a implantação de seis novos restaurantes estudantis, a construção de dois novos blocos acadêmicos e dois ginásios esportivos, além da retomada de obras que estavam paralisadas há anos.

Trajetória e atuação no IFG

Primeira mulher eleita para o cargo de reitora do Instituto Federal de Goiás, Oneida Irigon é doutora em Educação pela Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha, mestre em Educação Brasileira pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e graduada em Pedagogia. Possui especializações em Educação, Gestão e Ensino, além de Ciências Políticas. Professora do IFG desde 2010, já ocupou cargos estratégicos na instituição, como pró-reitora de Ensino, diretora-geral do campus Goiânia Oeste e chefe de departamento no campus Luziânia.

Atualmente, o IFG conta com 14 campi e um polo de inovação, oferecendo 221 cursos para 24.278 estudantes. O quadro institucional é formado por 1.102 professores e 847 técnicos administrativos.

Novo PAC e expansão do IFG

Os investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) também foram destacados durante a cerimônia. Ao todo, R$ 50 milhões estão sendo destinados à construção de dois novos campi do IFG, nos municípios de Cavalcante e Quirinópolis. As novas unidades integram a política nacional de criação de mais de 100 novos institutos federais, com foco em regiões que ainda não contam com esse tipo de oferta educacional ou que apresentam baixo número de matrículas em cursos técnicos de nível médio.

Além disso, o MEC já investiu R$ 42,2 milhões, incluindo R$ 4,4 milhões em aditivos para a melhoria e ampliação da infraestrutura dos campi existentes do IFG, com a construção de restaurantes estudantis, salas de aula e quadras poliesportivas. Ainda estão previstos mais R$ 836 mil para ações de consolidação da instituição.


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