22 de abril de 2024
Lênia Soares

Marconi sai de férias. Disputa agora não é com ele, é na oposição

O governador do Estado, Marconi Perillo (PSDB), entra de férias e os pré-candidatos da oposição entram em ação.

O empresário José Batista Júnior, o Júnior do Friboi (PMDB), volta do recesso político nesta semana. Vanderlan Cardoso (PSB) já deu as caras na última terça-feira, 14, quando falou ao jornal O Popular. O prefeito de Anápolis, Antônio Gomide (PT), colocou o pé na estrada. E Maguito… É Maguito. Do tipo é e não é.

E o ex-governador Iris Rezende? Bem, Iris nunca entra de férias. Longe ou perto, é o balizador da discussão. Antes, porém, estava comedido; agora, resolveu se movimentar nos bastidores.

Do lado de lá, Marconi Perillo garante a dinâmica política deixando um questionamento no ar. Quando disse que a chapa majoritária estava pronta, com José Éliton (PP) no cargo de vice e Vilmar Rocha (PSD) no Senado, era para valer?

A dúvida se justifica pela frequência, cada vez maior, com que assessores próximos ao chefe do Executivo dão a entender que existe um acordo, mas nada é definitivo. Alguns insinuam que o sonho de consumo interno seria Marconi, Vanderlan e Caiado. Assim, juntos e misturados, como ressaltou a suplente Magda Mofatto (PR) na Tribuna do Planalto e como não destacou o secretário Joaquim de Castro, nesta semana ao jornal Luz da Vida.

Na oposição, a questão é outra. Como construir uma unidade em um ambiente estelar, com cada um buscando tão somente o brilho próprio?

De qualquer forma, o balanço da semana foi de avanços. Ao menos Iris e Gomide demonstraram caminhar para a afinação de um discurso de união.

Vanderlan, em sua volta, não demonstrou a intransigência característica – a dizer: ‘aliança, só no segundo turno!’ Resta saber como voltará à disputa Júnior do Friboi, uma eterna caixinha de surpresas.

No fim das contas, o fato é que não há ainda uma eleição de ‘A’ contra ‘B’, ou ‘A’ x ‘C’ x ‘D’. Marconi continua livre fazendo campanha sem resistência. A disputa, hoje, está mesmo na oposição. Quem vencerá para ser o candidato único? Ou teremos um quadro múltiplo de candidaturas?

Na prática, o tucano tem, sim, motivos para viajar. A disputa não é com ele. O seu embate está longe de começar.

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