07 de setembro de 2026
ELEIÇÕES 2026

Marconi diz que governo Caiado suspendeu parcelas de convênios e defende retomada de pagamentos aos municípios

Marconi Perillo afirma que governo seguinte deveria ter mantido o pagamento das parcelas de convênios firmados durante sua gestão
Em entrevista à Rádio Terra, candidato ao governo de Goiás afirma que programa foi executado em parcelas, nega que tenha deixado prefeitos sem recursos. Foto: Reprodução.
Em entrevista à Rádio Terra, candidato ao governo de Goiás afirma que programa foi executado em parcelas, nega que tenha deixado prefeitos sem recursos. Foto: Reprodução.

O candidato ao governo de Goiás Marconi Perillo (PSDB) rebateu, nesta à Rádio Terra, críticas relacionadas ao pagamento de parcelas de convênios firmados com municípios por meio do programa Goiás na Frente. Ao ser questionado sobre prefeitos que teriam enfrentado dificuldades em razão da falta de repasses, o ex-governador afirmou que a informação apresentada na entrevista seria incorreta e sustentou que parte significativa dos compromissos foi paga durante sua gestão.

“Há uma inverdade nessa informação”, afirmou Marconi ao responder sobre a situação dos prefeitos que participaram do programa. Segundo ele, o Goiás na Frente começou em 2016 e os pagamentos eram realizados de forma parcelada. Marconi disse que permaneceu no governo até o início de abril de 2018 e que, nesse período, foram pagos “no mínimo, metade ou mais da metade” dos convênios.

O ex-governador atribuiu parte dos atrasos à falta de documentação necessária por parte de algumas prefeituras. “Muitas prefeituras não tinham a documentação necessária para receber os recursos”, declarou.

Marconi também afirmou que a política de distribuição dos recursos não levou em consideração o alinhamento político dos prefeitos. Segundo ele, os municípios receberam tratamento igual independentemente de apoio eleitoral.

“Eu resolvi destinar recursos para todos os municípios, indistintamente, independentemente se apoiavam a gente ou se não apoiavam. Assim foram os meus governos, democráticos. Eu não persegui ninguém”, afirmou.

Marconi diz que programa deixou parcelas para governo seguinte

O principal argumento apresentado pelo tucano durante a entrevista foi o de que o Goiás na Frente envolvia convênios com pagamentos parcelados e, por isso, parte dos compromissos permaneceu para a administração seguinte.

O Goiás na Frente foi um programa gigantesco. Nós investimos somente em , duplicações de , asfaltamento, de escolas, presídios, hospitais, saneamento básico, água tratada. Nós investimos R$ 9 bilhões naquele período”, afirmou.

Marconi disse que, como havia obras com execução e pagamentos previstos para períodos posteriores, os compromissos deveriam ter sido mantidos pela administração que assumiu o governo.

O governo não pode descontinuar, não pode haver solução de continuidade. O governo que se preze tem que continuar as coisas que foram começadas pelos outros”, declarou.

Na sequência, o candidato direcionou a crítica ao governo de Ronaldo Caiado, que assumiu o Estado em 2019.

O que é que o governo fez quando entrou o novo governo, o governo Caiado? Ele suspendeu o pagamento das parcelas. Ele deveria ter continuado a pagar as parcelas. Muitos prefeitos terminaram as obras com dinheiro próprio. Outros tiveram que devolver o dinheiro para o governo”, afirmou.

O Goiás na Frente foi lançado durante o último período do governo de Marconi Perillo e envolveu convênios com municípios para obras de infraestrutura. Dados divulgados posteriormente pelo governo estadual apontaram a existência de centenas de convênios antigos com prefeituras e entidades, alguns dos quais permaneceram com pendências de e repasses.

Programa foi criado para apoiar prefeituras, diz tucano

Na entrevista, Marconi também defendeu a decisão de utilizar recursos estaduais em obras de responsabilidade municipal. Para ele, a iniciativa tinha como objetivo auxiliar cidades que não tinham capacidade financeira para executar obras de pavimentação e infraestrutura.

Esse programa foi criado para ajudar as prefeituras”, disse.

O candidato afirmou que, historicamente, governadores consideravam que obras como asfaltamento de ruas e avenidas deveriam ser responsabilidade exclusiva dos municípios. Na avaliação dele, porém, muitos prefeitos não tinham recursos suficientes para realizar os investimentos.

“Os prefeitos não tinham dinheiro para fazer o asfaltamento das ruas e das avenidas. E o povo sofria com a poeira e com a lama. Eu resolvi inverter essa equação. Resolvi ajudar os prefeitos”, declarou.

Segundo Marconi, a expectativa era de que o governo seguinte desse continuidade aos convênios já firmados e concluísse os compromissos assumidos.

A situação dos convênios do Goiás na Frente se tornou, nos anos seguintes, um passivo para diversos municípios. Em 2025, uma resolução aprovada no Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO), articulada pelo governo estadual, estabeleceu regras para o arquivamento de processos e tomadas de contas especiais relacionados a convênios antigos. Segundo levantamento divulgado à época, foram identificados 1.574 convênios com 241 municípios, além de instrumentos firmados com entidades privadas.

Mais de mil ex-prefeitos, diz Marconi

Questionado sobre como está atualmente sua relação com os prefeitos que participaram do programa e tiveram dificuldades relacionadas aos convênios, Marconi afirmou manter apoio entre antigos gestores municipais. “Eu me relaciono super bem com eles”, afirmou.

O tucano disse ainda que muitos dos prefeitos que participaram de sua administração já deixaram os cargos, mas continuam apoiando sua candidatura.

“Eu tenho o maior contingente de apoio de ex-prefeitos. Mais de mil ex-prefeitos me apoiam nessa eleição. Exatamente porque eu fui corretíssimo com eles e eles sabem disso”, declarou.


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