28 de junho de 2022
Brasil

Manifestações são recado para que haja mais diálogo, diz Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL), em entrevista ao Domingo Espetacular da Record TV, no domingo (26), falou após manifestações em favor do seu governo e das reformas propostas.

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Os atos desse 26 de maio foram registrados em mais de 150 cidades de 26 Estados e no Distrito Federal. “Eu não considero como protesto, considero uma manifestação espontânea onde não teve ninguém protagonizando isso. Ou seja, veio do coração do povo se manifestar em prol de pauta definida”, ressaltou Bolsonaro.

“Número de carros queimados, zero, prédios depredados, zero, boletins de ocorrência, pelo que eu sei zero também. Um povo ordeiro que veio cobrar e pedir nada mais nada menos que nós em Brasília, poder executivo e legislativo trabalhem pautas que interessem para o futuro do nosso Brasil”, acrescentou.

O presidente ainda se refere ao protesto como meio relacionado ao combate das velhas práticas. “Tudo que eu falo se transforma numa tsunami contra o parlamento. Eu não quero brigar com o parlamento e ele não quer brigar comigo, mas a verdade incômoda muita gente”, disse.

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O presidente explica que o que se fazia antigamente é que após as eleições fazia a distribuição de ministérios para os respectivos partidos políticos. “O povo não quer é isso e o parlamento também deu sinal de que não quer isso, agora algo está travando a nossa pauta. Nós podemos discutir várias pautas ao mesmo tempo em Brasília. Se bem que na prática quem coloca para funcionar essas pautas é o presidente Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre”.

Bolsonaro afirma que mantém o diálogo com ambas autoridades, mas alega alguns problemas por parte de lideranças com pensamento contrário. “Mas, eu espero que esse movimento seja o recado não para o parlamento mas, para nós do poder executivo e em partes para os magistrados, para todos aqueles que de uma forma ou de outra interfere na feitura de leis, de modo que essas leis venham a ser feitas de forma mais rápida para que saíamos dessa situação crítica que nós encontramos”, destaca.

“Eu peguei um orçamento já com problemas, estamos pedindo suplementação de verbas um pouco acima de R$ 200 bi para poder concluir o ano. Então, nós precisamos de pauta, outras além dessas que eu falei, reforma Tributária, precisamos destravar nossa economia, votar coisas que facilite empreender no Brasil, que você tenha prazer em ser patrão”, completa o presidente.

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Bolsonaro afirma que o diálogo está mantido, não na mesma frequência, mas “vai indo bem”. “O Rodrigo Maia é uma pessoa que é diferente de mim. O que eu falo depois de algumas conversas os ministros cumprem aquele objetivo, ele não tem esse poder dentro da Câmara, porque cada partido tem uma direção. Mas, ele é uma pessoa importante e acredito que está fazendo sua parte dentro da Câmara”.

O presidente ainda vê a necessidade de firmar um pacto para organizar o Brasil. “Irei conversar com Maia durante essa semana, bem como o Davi Alcolumbre para termos um pacto para botar o Brasil no destino que toda essa população maravilhosa quer que o Brasil esteja, temos tudo para sermos uma grande nação, falta apenas que nós em Brasília conversamos um pouco mais e discutir o que nós temos que votar e juntos fazer aquilo que o povo pediu por ocasiões das eleições e também pediu por essas manifestações”, aponta.

Previdência

De acordo com o presidente, a reforma da Previdência está desgastada, mas é necessária.

“Tenho recebido o que posso de parlamentares no meu gabinete. Agora, os parlamentares sabem o que está escrito naquela proposta e o que por ventura possa ser alterado e mais ainda eu sei que eles têm a certeza, até o pessoal de esquerda que eu estive agora com os governadores do Nordeste, eles sabem que a reforma é importante, mas tem o desgaste. É uma reforma que aumenta o tempo de serviço, tem que trabalhar mais para ter um salário mais próximo de quando estava na ativa, existe um corte de privilégios. Mas, se nós não enfrentarmos isso rápido o Brasil pode sucumbir economicamente”, conclui.