O deputado estadual Major Araújo (PL) apresentou requerimento, nesta terça-feira (12), pedindo autorização à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para portar arma de fogo no plenário da Casa. A solicitação ocorre dias após a troca de ameaças entre ele e o deputado Amauri Ribeiro (PL) durante sessão ordinária realizada na última quinta-feira (7).
“Apresentei um requerimento para que a mesa diretora me autorize vir para o plenário armado. A gente sido alvo de ameaças, agressão, ‘chamar para os tapas’ e eu não vou disputar nada nos tapas. Se alguém me encostar a mão, eu vou exercer o meu direito de legítima defesa garantido pela constituição e pela lei penal”, declarou na tribuna.
O deputado disse não se sentir protegido diante do clima de tensão registrado nas últimas sessões. “Eu acho que a Assembleia não está garantindo essa harmonia necessária aqui e eu temo. Eu tenho certa limitação e eu não vou para os tapas com vagabundo”, disparou.
Durante o pronunciamento, Major Araújo ainda insinuou que Amauri Ribeiro conta com proteção diferenciada dentro da Casa. “Tem gente aqui que desafia todo mundo para os tapas, mas goza de proteção policial desde o mandato passado. E eu não tenho essa mesma proteção”, comentou.
Como alternativa ao porte de arma no plenário, o parlamentar sugeriu que cada deputado tenha direito a um policial exclusivo para segurança pessoal. “É um pedido alternativo ou que a gente tenha, cada deputado, um policial para chamar de seu”, acrescentou.
A manifestação ocorre após a sessão da última quinta-feira (7), marcada por troca de ofensas entre Major Araújo e Amauri Ribeiro. O embate levou o presidente da Assembleia, Bruno Peixoto (UB), a encerrar antecipadamente os trabalhos no plenário.
Na ocasião, os dois parlamentares trocaram insultos e ameaças diante dos demais deputados. O conflito começou após divergências relacionadas ao senador Wilder Morais e à disputa interna dentro do PL goiano.
Durante a discussão, Amauri Ribeiro chamou o colega de “burro”, enquanto Major Araújo reagiu com ofensas e convite para confronto físico. Em meio ao tumulto, assessores e seguranças precisaram intervir para evitar agressões.
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