O prefeito Sandro Mabel (UB) tem como meta investir R$ 5 bilhões em obras em Goiânia até o fim de seu mandato. Em entrevista exclusiva ao DG, o chefe do executivo municipal estimou que atingir este patamar será possível com o superávit financeiro de R$ 1 bilhão por ano, além da contratação de empréstimo.
Nesta quarta-feira (14), em entrevista à Rádio Difusora, o secretário de Finanças, Valdivino de Oliveira, afirmou que este saldo pode ser superior a R$ 1 bilhão já no exercício de 2025 a 2026. O resultado, diz Mabel, está dentro da meta estipulada por ele no início do mandato.
“Eu entrei na prefeitura com isso na cabeça apesar de ter R$ 5,3 bilhões de dívida. Eu fiz as contas, vi o orçamento, vi o que que podia ser cortado e o que que poderia ser racionalizado. Falei para o Valdivino quando eu o convidei: ‘precisamos fazer Goiânia ter R$ 1 bilhão por ano de superávit para aplicar em obras, para aplicar na melhoria da cidade. A cidade não pode ficar fazendo pagando folha de pagamento e conta não ela tem que desenvolver”, disse Mabel.
O prefeito explicou que, desde que assumiu, pagou quase R$ 1 bilhão de passivo deixado pela gestão Rogério Cruz, uma vez que o pagamento antecipado garantiu a amortização de juros. O cálculo agora é simples: R$ 1 bilhão de superávit por ano mais um financiamento para obras. Neste caso, o chefe do executivo municipal espera que o Paço saia da atual Capag C e volte, ao menos, para a Capag B, avaliação da Secretaria do Tesouro Nacional que possibilita empréstimos a juros mais módicos.
“O saldo da meta nossa de cada ano fazer R$ 1 bilhão de superávit vai fazer com que nós possamos, nos quatro anos, ter algo em torno de R$ 4 bilhões e mais um pedaço de financiamento. Então é capaz de termos aí uns R$ 5 bilhões”, frisa.
De acordo com Mabel, com o dinheiro a prefeitura vai “transformar a cidade em muitos pontos”. Ele cita como exemplo obras de drenagem para mitigar inundações, melhorias nas redes de saúde e educação.
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