O prefeito Sandro Mabel (UB) revelou nesta quarta-feira (8), durante o evento de transferência simbólica do Paço para Campinas em comemoração aos 216 anos do bairro, que encomendou um estudo para avaliar a possibilidade de autorizar o adensamento da região.
Mabel demonstrou preocupação com a evasão de moradores e quer atuar de forma preventiva para evitar que Campinas torne-se o “novo Centro”, que também sofreu com o êxodo de moradores e do comércio.
“Temos uma preocupação muito grande na revitalização. Campinas não pode virar o Centro, ver seus moradores a abandonando. Aí as lojas vão fechando. Estamos revitalizando muita coisa. Mandei estudar a possibilidade de se fazer o adensamento em Campinas, em algumas avenidas, poucos prédios, mas para trazer moradia para cá”, disse o prefeito.
O bairro de Campinas é dominado por casas térreas ou sobrados e tem, nas avenidas, uma forte atividade comercial, mas não há edificações com mais de cinco andares na região. A ideia de Mabel é estimular a construção de edifícios que garantirão mais moradia e darão novo fôlego ao histórico bairro.
“Se não fizermos isso, Campinas vai desaparecendo. Cada bairro tem sua centralidade. Ninguém vai sair da Avenida Mangalô para comprar aqui, pois lá já tem tudo. Cada bairro tem a sua centralidade”, justificou o prefeito.
A revisão mais recente do Plano Diretor de Goiânia, aprovada em 2022, direciona a verticalização de alta densidade para o entorno de corredores de ônibus e terminais, sob a justificativa de otimizar o uso da infraestrutura urbana e do transporte público.
Houve uma expansão das áreas onde são permitidas construções acima de 12 metros de altura, representando um acréscimo de 9 km² destinados ao adensamento em comparação à legislação anterior, impactando mais de 30 bairros.
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