20 de julho de 2026
VALORES BILIONÁRIOS

Mabel cria grupo para cobrar grandes devedores em Goiânia: “Vamos pegar firme em cima deles”

Processo de cobrança terá sete estágios durante um ano e, depois, a prefeitura fará a securitização do débito
Prefeito Sandro Mabel em entrevista coletiva após prestação de contas na Câmara. (Foto: Altair Tavares/DG)
Prefeito Sandro Mabel em entrevista coletiva após prestação de contas na Câmara. (Foto: Altair Tavares/DG)

O prefeito Sandro Mabel (UB) elevou o tom contra os grandes devedores de tributos ao município. Segundo ele, o Paço criou um grupo especial para cobrar dos 100 maiores devedores, que respondem sozinhos por metade de uma dívida ativa de R$ 18 bilhões ajuizada pela prefeitura.

“Pegamos uma régua de um ano e criamos um grupo especial. Vamos pegar firme em cima deles. Eles representam quase metade da dívida da prefeitura. Vamos atrás desse pessoal”, garantiu o prefeito.

Mabel afirmou que estes devedores passarão por sete estágios durante um ano e, depois, a prefeitura fará a securitização, ou seja, vai vender os títulos destas dívidas no mercado.

O problema é histórico na capital. Há 12 anos, por exemplo, a gestão de Paulo Garcia (PT) também tentava cobrar os 100 maiores devedores para recuperar as finanças da capital. O então secretário de Finanças, Jeovalter Correia, revelou que dívida ativa estava na casa dos R$ 5 bilhões. Portanto, mais que triplicou em pouco mais de uma década.

O prefeito não revelou quais são os principais devedores, mas muitos deles estão ligados ao ramo imobiliário e são responsáveis por grandes empreendimentos na capital.

Mabel apontou ainda que o Paço trabalha para corrigir distorções tributárias que se acumularam em Goiânia. O prefeito cita 46 mil imóveis que não pagam impostos e outros que pagam menos que deviam, em contrapartida outros pagam além do que deveriam.

“As pessoas têm que pagar o que tem que ser pago. Nós descobrimos que a prefeitura de Goiânia, por relaxo, falta de dados ou de condições de administrações anteriores, têm 46 mil imóveis que não pagam nada. Tem alguns imóveis que pagam mais do que deviam e outros que pagam menos. É um ajuste que precisa ser feito. Quem não paga nada, vai ter que começar a pagar. Quem paga a mais ou a menos, vamos adequar”, frisou.


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