O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, afirmou que pretende demolir o Cais Amendoeiras para construir uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de nível 3 na capital. O anúncio foi feito nesta segunda-feira(18), durante discurso sobre investimentos e reestruturação da saúde pública municipal.
Segundo Mabel, a atual estrutura dos antigos Cais e UPAs apresenta problemas estruturais graves e não comporta mais reformas paliativas. “Eu vou pegar aquele Cais que eu fiz, vou botar ele no chão e fazer um novo, novinho, com uma UPA 3, bonitona, arrumada, com todo tipo de equipamento, condição de fazer os exames”, afirmou.
O prefeito também anunciou que a gestão pretende construir oito novas unidades de saúde para substituir prédios considerados ultrapassados. Entre as unidades citadas por ele estão o Cais Cândida de Moraes e o Cais Vila Nova. “São oito UPAs nível 3, é a maior que tem. Nós vamos fazer unidades de última geração, mais humanizadas, com ar-condicionado, recepção organizada e consultórios adequados”, disse.
Durante a fala, Mabel voltou a criticar a situação financeira herdada pela atual gestão na área da saúde. Segundo ele, a prefeitura assumiu a rede municipal com quase R$ 1 bilhão em dívidas. “Nós pegamos essa saúde num caos total. Só com o SUS nós devemos quase R$ 200 milhões. O dinheiro foi repassado para pagar fornecedor e sumiu”, declarou.
O prefeito também afirmou que houve avanço no abastecimento de medicamentos da rede municipal. “Nós pegamos a saúde com 40% a 50% dos medicamentos disponíveis. Hoje nós temos em torno de 86%”, destacou.
Investimento em novas unidades
Mabel disse ainda que a proposta da gestão é investir em atendimento humanizado nas novas unidades. “Eu quero colocar nessas UPAs novas um cafezinho, um suco e um biscoito. A pessoa chega lá já irritada, tensa, porque está doente ou com o filho doente. Ela precisa ser acolhida”, afirmou.
Segundo o prefeito, além da construção das novas UPAs, a administração também pretende reforçar o atendimento nas unidades básicas de saúde para reduzir a superlotação nas emergências. “Nós também vamos arrumar essa rede de unidades básicas para que as pessoas não precisem procurar uma unidade de emergência quando não for emergência”, completou.
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