12 de julho de 2026
Segurança Pública

Lula sanciona lei que endurece regras para presos por assassinato de policiais, mas veta trechos

Nova lei sancionada por Lula endurece regras para presos acusados de matar policiais, prevê transferência para presídios federais e amplia possibilidade de inclusão no regime disciplinar diferenciado
Presidente Lula sancionou lei que estabelece punições mais rígidas para presos envolvidos em homicídios contra agentes de segurança pública. Foto: Ricardo Stuckert / PR.
Presidente Lula sancionou lei que estabelece punições mais rígidas para presos envolvidos em homicídios contra agentes de segurança pública. Foto: Ricardo Stuckert / PR.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, a Lei 15.407/26, que estabelece regras mais rígidas para presos condenados por homicídio ou tentativa de homicídio contra policiais e outros agentes da segurança pública. A nova legislação foi publicada nesta terça-feira (12) no Diário Oficial da União.

Pela lei, condenados ou presos provisórios por crimes cometidos contra policiais civis, militares, integrantes das Forças Armadas e demais profissionais da segurança pública poderão ser mantidos, preferencialmente, em presídios federais de segurança máxima.

O texto também prevê a possibilidade de inclusão desses detentos no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que impõe medidas mais severas de reclusão, como cela individual, restrição de visitas, fiscalização de correspondências e redução do tempo fora da cela. O regime pode durar até dois anos e costuma ser aplicado a presos considerados de alta periculosidade ou ligados a organizações criminosas.

A proposta havia sido aprovada pelo Congresso Nacional em abril deste ano.

Vetos presidenciais

Apesar da sanção, Lula vetou trechos que determinavam a inclusão automática no RDD de presos condenados por homicídio contra agentes de segurança ou reincidentes em crimes violentos e hediondos.

Segundo a Presidência da República, os dispositivos são inconstitucionais por transformarem em regra um regime que deve ser aplicado de forma excepcional, sem considerar a análise individual da periculosidade e do comportamento do preso.

O presidente também barrou o trecho que proibia progressão de regime e liberdade condicional para detentos submetidos ao RDD. De acordo com o governo, a medida contrariaria princípios constitucionais da proporcionalidade e da individualização da pena, além de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e normas internacionais sobre execução penal.

Segurança pública

A nova legislação faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao endurecimento do combate ao crime organizado e à proteção de agentes de segurança pública. O governo defende que a medida reforça o enfrentamento à violência contra policiais, mas manteve os vetos sob o argumento de preservar garantias constitucionais no sistema prisional.


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