18 de julho de 2024
Entrevista

Lula fala sobre o crescimento da economia no Brasil, troca da presidência do BC e possibilidade de ajuste fiscal

O presidente afirmou desejar à frente do Banco Central uma pessoa que tenha compromisso com o desenvolvimento do País e afirmou que não fará ajustes fiscais em cima dos pobres
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Durante entrevista à Rádio CBN, na manhã desta terça-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre diversos pontos voltados à economia do Brasil. Dentre eles, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País, a troca da presidência do Banco Central e a possibilidade de ajuste fiscal.

O gestor apontou para o desenvolvimento do País que, segundo ele, se mantém em ascensão. “Vamos terminar o governo com a economia crescendo. O Brasil vai se transformar na sexta ou sétima economia do mundo outra vez, o nosso PIB vai crescer, a massa salarial vai crescer”, pontuou o presidente. “Vamos crescer, porque estamos fazendo com que a economia cresça”, salientou.

Na mesma vertente, Lula afirmou que deseja para o Banco Central um presidente com meta de crescimento. “Eu vou escolher o presidente do Banco Central uma pessoa que tenha compromisso com o desenvolvimento desse País, com o controle da inflação, mas que também tenha na cabeça que temos que pensar, também, em uma meta de crescimento”, frisou.

“Na hora que eu tiver que escolher o presidente do Banco Central, vai ser uma pessoa madura, calejada, responsável, alguém que tenha respeito pelo cargo que exerce e alguém que não se submeta a pressões de mercado. Alguém que faça aquilo que for de interesse dos 203 milhões de brasileiros”, acrescentou o gestor.

Sobre o ajuste fiscal, Lula afirmou estar avaliando alternativas, com a garantia de que o governo não fará ajustes em cima dos pobres. “Não me venham querer que faça ajuste em cima das pessoas mais humildes”, enfatizou. “Nós estamos investigando se tem casos exagerados em alguns programas sociais, se têm abuso, se tem gente recebendo o que não deveria. Tudo isso está sendo investigado para que a gente possa entregar uma proposta daqui a 22 dias para o Congresso Nacional”, ressaltou.

Durante a entrevista, o presidente foi questionado, ainda, sobre uma possível concorrência ao próximo pleito nacional. “Eu estarei com 80 anos em 2026, no auge da minha vida. Mas não quero discutir reeleição agora. Estou com 1 ano e 6 meses de mandato. Eu quero cumprir o que prometi ao povo brasileiro. Tem muita gente boa que pode ser candidata. Mas, se for necessário ser candidato para impedir que os trogloditas voltem a governar, pode ter certeza que meus 80 anos vão virar 40 para enfrentá-los. Não vou permitir que esse país volte a ser governado por um fascista e negacionista”, ponderou.

O presidente destacou, ainda, sua vasta experiência em governar o País. “Já fui presidente por oito anos. Só tem duas pessoas com mais experiência que eu para governar o Brasil: Dom Pedro, que governou 60 anos, e Getúlio, que governou 30. No restante, eu sou o que tem mais experiência em lidar com essas coisas”, frisou, com relação às questões econômicas.


Leia mais sobre: / / / / Brasil