O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu vantagem sobre o seu principal adversário na corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo nova rodada da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg feita entre os dias 26 e 30 de junho e divulgado nesta quarta-feira (1º).
Segundo a pesquisa, Lula tem 46,3% das intenções de voto em um eventual primeiro turno contra 36,6% de Flávio.

A diferença de quase dez pontos entre os dois é o dobro da registrada pela pesquisa AtlasIntel/Bloomberg em abril que já refletia queda de Flávio após o escândalo da intimidade entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Mas o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques, suspendeu a divulgação já feita e o assunto está em julgamento no TSE.
A rodada de abril, registrou 44% para o petista e 39% para Flávio. Nela, Flávio tinha caído seis pontos em relação a Lula (PT) em eventual segundo turno após o escândalo. Dos entrevistados, 95% disseram que ficaram sabendo das conversas comprometedoras e 93% escutaram os áudios trocados entre ele e o banqueiro falando de milhões de reais para financiar o filme Dark Horse.
Na pesquisa divulgada esta quarta-feira, entre os demais candidatos, quem mais ganhou terreno nesse período foi o ativista do MBL Renan Santos (Missão), que foi de 5% para 7,8% e ficou com a terceira posição, seguido dos ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo)
Recuo também em segundo turno
O distanciamento de Lula em relação a Flávio também foi registrado na simulação de segundo turno na eleição desse ano. Em abril, ambos estavam empatados numericamente em 48%, mas Lula tem 48,8%, enquanto Flávio recuou ainda mais, ficando com 42,3% das intenções de voto num embate com o presidente.

A queda reflete o período também em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou vídeos reclamando do tratamento dispensado a ela pelo candidato e seus irmãos.

Aqueles que votariam em branco, nulo ou estão indecisos neste cenário forma 8,9%.
Dados da pesquisa
A nova rodada da Atlas/Bloomberg entrevistou 4.999 eleitores, entre os dias 26 e 30 de junho. A margem de erro do levantamento é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE sob o protocolo BR-04582/2026.
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