12 de fevereiro de 2026
Crítica • atualizado em 03/01/2026 às 16:03

Lula condena ataque de Trump à Venezuela: “afronta gravíssima à soberania”

O presidente afirmou que a ação violenta dos EUA sinaliza mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional
Lula criticou a atuação de Trump e condenou sua ação violenta. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula criticou a atuação de Trump e condenou sua ação violenta. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou a atuação do presidente norte-americano Donald Trump em seu ataque à Venezuela e captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Na rede social X, Lula afirmou que os bombardeiros às cidades venezuelanas e a prisão de Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável” e representam uma “afronta gravíssima à soberania” do país.

Lula ainda destacou que a ação violenta dos EUA sinaliza mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, escreveu Lula.

O presidente brasileiro reforçou que “a condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”, e pediu que a comunidade internacional responda ao ocorrido.

“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, destacou Lula.

Ele ressaltou que a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. Na semana passada, Trump anunciou uma operação militar contra uma “grande instalação” supostamente ligada a uma rede de narcotráfico liderada pela Venezuela.

Nos últimos dias, os Estados Unidos intensificam sua presença militar no Caribe, região de fronteira com a Venezuela, sob a justificativa de combater o narcotráfico. A ação já havia sido considerada uma ameaça por Caracas.


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