O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (19), em São Paulo, que determinou a atuação da Polícia Federal para fiscalizar possíveis aumentos abusivos nos preços dos combustíveis praticados por distribuidoras.
A declaração foi feita durante evento da chamada Caravana Federativa, que reuniu integrantes do governo federal na capital paulista. Segundo o presidente, o objetivo é evitar que o cenário internacional seja utilizado como justificativa para reajustes indevidos.
“Não vamos permitir que as pessoas usem a guerra no Irã para sacanear e vender mais caro para o povo brasileiro”, afirmou.
Fiscalização e cenário internacional
Lula reconheceu que o aumento do preço do petróleo no mercado internacional tem impacto direto sobre os combustíveis. A alta ocorre em meio ao agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que tem pressionado as cotações globais.
Mesmo assim, o presidente reforçou que o governo federal vai agir para conter distorções. “Vamos fazer todo o esforço que o governo federal puder fazer”, disse.
Críticas ao Banco Central
Durante o discurso, Lula também voltou a criticar a política monetária do Banco Central do Brasil. Ele afirmou que esperava uma redução maior da taxa básica de juros, a Selic, que foi cortada em 0,25 ponto percentual, chegando a 14,75%.
Segundo o presidente, a decisão ficou aquém do esperado diante do cenário econômico. O Banco Central, por sua vez, justificou a cautela citando justamente as incertezas provocadas pelo cenário internacional, incluindo o conflito no Oriente Médio.
Mudanças na equipe econômica
No evento, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também discursou e destacou iniciativas da pasta, como a reforma tributária e a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Haddad será substituído por Dario Durigan, citado por Lula durante o discurso. “Olhem bem para a cara dele, que é para ele que vocês vão cobrar muitas coisas”, disse o presidente.
O encontro contou ainda com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros como Simone Tebet, Marina Silva, Márcio França, Guilherme Boulos e Gleisi Hoffmann.
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