16 de julho de 2026
Política

Lula aponta efeito da guerra no petróleo e diz que não permitirá alta injustificada

Presidente cita impacto da guerra no Oriente Médio, mas diz que governo não permitirá aumentos injustificados
Lula anuncia atuação da Polícia Federal para investigar aumentos abusivos nos combustíveis. Foto: Reprodução.
Lula anuncia atuação da Polícia Federal para investigar aumentos abusivos nos combustíveis. Foto: Reprodução.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (19), em São Paulo, que determinou a atuação da Polícia Federal para fiscalizar possíveis aumentos abusivos nos preços dos combustíveis praticados por distribuidoras.

A declaração foi feita durante evento da chamada Caravana Federativa, que reuniu integrantes do governo federal na capital paulista. Segundo o presidente, o objetivo é evitar que o cenário internacional seja utilizado como justificativa para reajustes indevidos.

“Não vamos permitir que as pessoas usem a guerra no Irã para sacanear e vender mais caro para o povo brasileiro”, afirmou.

Fiscalização e cenário internacional
Lula reconheceu que o aumento do preço do petróleo no mercado internacional tem impacto direto sobre os combustíveis. A alta ocorre em meio ao agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que tem pressionado as cotações globais.

Mesmo assim, o presidente reforçou que o governo federal vai agir para conter distorções. “Vamos fazer todo o esforço que o governo federal puder fazer”, disse.

Críticas ao Banco Central
Durante o discurso, Lula também voltou a criticar a política monetária do Banco Central do Brasil. Ele afirmou que esperava uma redução maior da taxa básica de juros, a Selic, que foi cortada em 0,25 ponto percentual, chegando a 14,75%.

Segundo o presidente, a decisão ficou aquém do esperado diante do cenário econômico. O Banco Central, por sua vez, justificou a cautela citando justamente as incertezas provocadas pelo cenário internacional, incluindo o conflito no Oriente Médio.

Mudanças na equipe econômica
No evento, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também discursou e destacou iniciativas da pasta, como a reforma tributária e a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Haddad será substituído por Dario Durigan, citado por Lula durante o discurso. “Olhem bem para a cara dele, que é para ele que vocês vão cobrar muitas coisas”, disse o presidente.

O encontro contou ainda com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros como Simone Tebet, Marina Silva, Márcio França, Guilherme Boulos e Gleisi Hoffmann.


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