Luiz do Carmo é confirmado como vice de Daniel Vilela
Fontes da campanha governista confirmaram ao Diário de Goiás que o ex-senador Luiz do Carmo (PSD) será o candidato a vice na chapa de Daniel Vilela (MDB) nas eleições desse ano. Acordo na noite de terça-feira (4), entre Vilela e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), selou a definição, conforme divulgou o jornal O Popular.
Ao editor-geral do DG, jornalista Altair Tavares, as fontes do Palácio das Esmeraldas confirmaram a escolha do ex-senador, que representa o segmento evangélico na chapa.
Trajetória política e ligação com o segmento evangélico
Luiz do Carmo é irmão do bispo Oídes do Carmo, presidente da Convenção dos Ministros Evangélicos AD Madureira em Goiás. Ele foi deputado estadual, indicado suplente de Caiado na disputa ao Senado pelo MDB e, com a eleição de Caiado em 2018, ficou quatro anos no mandato. Em 2022, não disputou a reeleição.
Disputa pela vaga envolveu nomes de peso do PSD
Nas últimas semanas, diante da indefinição, o páreo estava disputado especialmente pelo ex-secretário de Governo, Adriano da Rocha Lima (PSD), e o ex-deputado federal e líder do agronegócio, José Mário Schreiner. O ex-prefeito Gustavo Mendanha (PRD) também se apresentava com disposição.
Movimentações de bastidores influenciaram a escolha
Vilela vinha nos últimos meses reafirmando que essa escolha seria somente nas proximidades da Convenção.
E envolvido com a campanha presidencial, Caiado também deixou a movimentação transcorrer, embora, nos bastidores, corresse que a preferência dele era por Adriano que é primo do ex-governador.
Enquanto isso, Schreiner reuniu prefeitos para mostrar força. Já os evangélicos pressionavam por Luiz do Carmo, que acabou vencendo a disputa.
Pesaram tanto a pressão das Assembleias de Deus, quanto do Podemos, antigo partido do ex-senador que realizou convenções no sábado (1º) e não confirmou apoio a Daniel, condicionando a posição à escolha de Luiz do Carmo.
Outro ponto a favor, foram afirmações públicas do ex-senador de que não tem pretensões de atravessar o caminho eleitoral nem de Caiado nem de Daniel em 2030. Em maio, durante entrevista na Rádio Difusora, por exemplo, ele deu declarações neste sentido.
Compromisso sobre futuro eleitoral
Falando sobre o futuro, na entrevistsa ele disse que, se fosse o escolhido, e Daniel Vilela deixar o cargo para disputar o Senado, como se cogita no meio político, ele assumiria o governo nos nove meses restantes com o compromisso de só disputar a reeleição se o nome dele for avalizado por Daniel Vilela e Ronaldo Caiado.
“É lógico que não [disputaria automaticamente a reeleição]. É lógico que tem um grupo. Eu tenho de ouvir o Daniel. Tenho de ouvir o Caiado. Tenho de ouvir a Gracinha. Tenho de ouvir quem tem voto entre os partidos (…) A pessoa que tem uma idade, maturidade, tem que saber o tamanho dela. Pelo meu tamanho, eu dou conta de ser governador (…) [mas] você não pode impor nada. Como eu não quero impor,”, afirmou na ocasião.
Definição ocorre na véspera da convenção governista
A definição vem no fim do prazo para a convenção que vai oficializar a chapa liderada por Daniel Vilela, marcada para a noite desta quarta-feira (5).
A demora na definição deu um toque de suspense à campanha governista que até o momento conseguiu evitar fissuras entre os grupos preteridos e, embora possa significar que Caiado não indicou o nome desejado, confirma seu partido na vice liderada pelo MDB.
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