O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh de Farias, pediu a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telemático, além de busca e apreensão no escritório de advocacia do senador e pré-candidato a presidente do PL, Flávio Bolsonaro. Ele anunciou a medida nas redes sociais na sexta-feira (24).
Notas fiscais de R$ 1 milhão motivam o pedido
O pedido veio após se tornar pública a emissão e o cancelamento de notas fiscais emitidas pelo escritório de advocacia do pré-candidato no valor total de R$ 1 milhão em favor de uma empresa que seria de fachada (sem sede própria ou site) que teria sido usada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master.

“O endereço do tal escritório é na mansão que ele mora em Brasília. Tudo indica que trata-se de escritório de fachada, que não tem clientes nem funcionários. Queremos que tudo seja investigado. É uma estrutura para lavar dinheiro?”, publicou o deputado também no X.
Portal detalhou emissão e cancelamento dos documentos
Conforme o portal Metrópoles, “as duas notas, no valor de meio milhão de reais cada, foram emitidas no dia 7 de abril de 2025 pelo escritório que tem Flávio Bolsonaro como único sócio e eram relacionadas a serviços prestados à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Na mesma ocasião, foram canceladas. Naquele momento, Vorcaro já tinha injetado milhões na empresa de consultoria”, informou o portal.
Flávio Bolsonaro fala em suposta quebra de sigilo fiscal
Flávio Bolsonaro (PL) reagiu na quinta-feira (23), durante uma live no YouTube, contra a divulgação das notas. Ele afirmou ter sido vítima do que chamou de “quebra de sigilo ilegal” após vir à tona que seu escritório de advocacia emitiu notas fiscais em 2025 para a empresa que recebeu repasses do Banco Master.
“Vem para a imprensa uma nota fiscal que só quem tinha era o meu escritório ou algum órgão do governo, Receita Federal, Secretaria de Fazenda do DF, só esses entes públicos tinham, e o meu escritório. Portanto, jamais alguém poderia expor isso publicamente. Isso é quebra de sigilo ilegal”, reclamou.
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