O pré-candidato a presidente e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), alfinetou o senador Flávio Bolsonaro (PL), também na disputa pelo Palácio do Planalto, ao menos três vezes nos últimos dois dias. A carta do ex-presidente Jair Bolsonaro em defesa do filho foi o último alvo criticado nesse novo curso da campanha do goiano.
No sábado (11), Flávio publicou a carta do pai falando em “pacificação” e defesa de sua campanha, trincada por escândalos públicos, perigos iminentes (divulgação de um suposto vídeo comprometedor) e fogo interno de aliados do PL.

No mesmo dia da carta, Caiado questionou a capacidade do senador, caso eleito, de comandar o país. “Porque um candidato à Presidência precisa provar que decide sozinho nos momentos mais duros. O eleitor não quer um presidente que precise de aval constante de outra liderança; quer alguém capaz de conduzir o país por conta própria”, escreveu o ex-governador goiano.
Ele seguiu dando exemplos: “Pense numa crise envolvendo Venezuela, Bolívia ou Argentina. Nesse momento, ninguém pode ter dúvida sobre quem manda, muito menos imaginar que o presidente precisa primeiro ouvir alguém antes de agir”.
“Liderança não se herda”, diz Caiado
Mais adiante, o pré-candidato do PSD arrematou criticando o exemplo de fragilidade e falta de liderança que a carta representa em sua avaliação. “Esse contraste entre autonomia e dependência pode virar um eixo central do debate. Porque, numa eleição presidencial, liderança não se herda, se demonstra”.
Posição “absurda” sobre tarifaço
Há dois dias Ronaldo Caiado publicou também um post nas redes em que chama o presidente Lula de “refém da demagogia”, e Flávio de “oportunista”. O motivo é o tarifaço promovido pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.
As críticas a Lula não surpreendem porque ele sempre foi o alvo principal da campanha de Caiado, que poupava Flávio, sem simpatia recíproca. Agora, o ex-governador chamou a proposta do bolsonarista – para apenas adiar [mantendo] as tarifas dos EUA -, de “absurda”, palavra repetida quatro vezes em letras maiúsculas no vídeo.
“Barco afundando”

Ainda na sexta-feira (10), Caiado já tinha usado as redes sociais para alfinetar a campanha de Flávio afirmando que “o barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora”.
Ele comentava reportagem informando que o União Brasil e o Progressistas não devem apoiar o candidato do PL na corrida presidencial. Além disso, ele não citou, mas na mesma semana um aliado de Flávio do UB foi preso em investigação da PF.
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