16 de julho de 2026
Vila Nova Futebol Clube

Koslinski cobra R$ 1,6 milhão do Vila Nova na Justiça do Trabalho e clube rebate acusações

Maurício Kozlinski - Goleiro (Foto - Roberto Corrêa)
Maurício Kozlinski - Goleiro (Foto - Roberto Corrêa)

Uma disputa jurídica envolvendo o goleiro Maurício Koslinski e o Vila Nova Futebol Clube passou a ganhar repercussão após a confirmação de uma ação trabalhista movida pelo atleta contra o clube colorado. Atualmente com 34 anos, o jogador cobra na Justiça do Trabalho valores que, segundo a defesa do atleta, se aproximam de R$ 1,6 milhão. O processo envolve uma série de pedidos relacionados ao período em que o goleiro defendeu a equipe goiana.

Maurício Koslinski chegou ao clube para a temporada passada com expectativa de assumir a titularidade, porém teve sua trajetória comprometida por uma lesão logo na estreia da equipe no Campeonato Goiano. Após o problema físico, o goleiro ficou afastado por um longo período em recuperação. Durante sua ausência, o então goleiro Halls assumiu a titularidade e manteve a posição até o fim da temporada. No total, Koslinski disputou apenas 11 partidas pelo Vila Nova em 2025.

Em entrevista à Rádio BandNews, o advogado do jogador, Filipe Rino, explicou que a ação tem como base a chamada estabilidade acidentária, direito previsto na legislação trabalhista para profissionais que sofrem acidente de trabalho. Segundo ele, o atleta deveria permanecer vinculado ao clube por um período mínimo após a recuperação da lesão.

“Todo atleta que sofre um acidente de trabalho tem direito a algumas indenizações, como por exemplo a estabilidade provisória. Via de regra, essa estabilidade é a obrigação que a empresa tem de manter o funcionário no seu quadro por pelo menos 12 meses a partir da alta”, explicou o advogado. Ainda de acordo com a defesa do jogador, o contrato não foi renovado mesmo após tentativas de negociação com o clube. Rino afirma que o atleta teria sido comunicado de que poderia retornar para casa antes do término do vínculo e que não haveria interesse na renovação.

“Antes de entrar com a ação, o representante do goleiro procurou a diretoria para tentar a renovação do contrato, mas recebeu a resposta de que o clube não teria interesse. Diante disso, ele não teve alternativa senão buscar na Justiça a indenização referente à estabilidade”, afirmou. O advogado também alegou que, após o ajuizamento da ação, o Vila Nova teria notificado o jogador para retornar ao clube e cumprir o período de estabilidade, quando ele já havia assinado contrato com o Londrina.

Por outro lado, o Vila Nova, por meio do diretor jurídico Paulo Henrique Pinheiro, informou que recebeu a ação com tranquilidade e afirmou que já apresentou sua defesa no processo, contestando as alegações do atleta. “O clube já apresentou sua defesa no processo, rechaçando de forma técnica e fundamentada as alegações formuladas”, declarou.

Segundo o dirigente, o clube entende que cumpriu todas as suas obrigações durante o período em que o jogador esteve vinculado à instituição, inclusive durante o tratamento médico da lesão. “O clube sempre agiu com responsabilidade e boa fé durante toda a relação contratual, inclusive no período em que o atleta esteve em tratamento, prestando a assistência necessária e adotando as providências compatíveis com suas obrigações legais”, afirmou.

O Vila Nova também destacou que diversos pontos apresentados na ação são objeto de discussão jurídica e que o processo ainda está em fase inicial.“O fato de o atleta ter ajuizado a ação não significa proc edência dos pedidos. A questão será devidamente esclarecida no curso do processo, que ainda está em fase inicial e poderá levar anos até um desfecho final”, completou.

Atualmente, Maurício Koslinski defende o Londrina, clube pelo qual já atuou em 13 partidas na temporada. Na ação trabalhista contra o Vila Nova, o goleiro apresenta uma série de pedidos, entre eles estabilidade acidentária, salários, 13º proporcional, férias, FGTS, auxílio-moradia, gratificações e honorários, valores que compõem a cifra total reivindicada pelo atleta na Justiça.


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