O empresário goiano Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, criador da página de entretenimento “Choquei”, teve a prisão mantida ontem, após reviravolta no Judiciário. Depois que a soltura dele foi anunciada – por excesso de prazo da prisão provisória -, a Polícia Federal (PF) solicitou a prisão preventiva e a Justiça de São Paulo concedeu, mantendo Raphael no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia.
O goiano foi presto em 15 de abril durante a Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para desarticular um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. Ele foi apontado como a pessoa que supostamente lavava, através de manobras publicitárias, dinheiro que seria de origem ilegal levantado pelos artistas MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, investigados e presos no mesmo processo. Os cantores também quase foram soltos na quinta.
Porém, o alvará de soltura foi sobreposto por uma nova determinação. A Justiça Federal de São Paulo acatou um novo pedido da PF, decidindo pela continuidade da prisão de Raphael e também de Ryan e Poze do Rodo.
Núcleo de Custódia
Transferido para Aparecida no dia 17, Raphael Sousa Oliveira está custodiado no Núcleo Especial de Custódia, uma ala de segurança máxima dentro do complexo prisional na região leste de Aparecida de Goiânia. Antes da transferência, ele permaneceu dois dias na sede da Polícia Federal em Goiânia.
Manifestação da defesa
Os advogados que representam o influenciador, Pedro Paulo de Medeiros e Frederico Ferreira Moreira de Assis, contestaram a nova prisão, anunciando recursos ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Superior Tribunal de Justiça e, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal.
A defesa afirma que foram identificados “vícios graves e falta de fundamentação individualizada na decisão”. Além disso, os defensores apontam “ausência de provas” ligando Raphael aos crimes investigados na Operação Narco Fluxo da PF. Conforme a defesa, os valores recebidos por Raphael são oriundos de contratos de publicidade firmados com empresas e agentes do setor de marketing, o que configuraria uma fonte lícita de renda.
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