A Justiça de Goiás manteve a prisão preventiva do síndico Cleber Rosa de Oliveira, réu pelo assassinato e ocultação do corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, em Caldas Novas. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (12) pela juíza Vaneska da Silva Baruki, da 1ª Vara Criminal do município.
A magistrada negou o pedido da defesa que solicitava a revogação da prisão preventiva apresentado após a acusação formal do Ministério Público (MP). De acordo com a decisão, não surgiram fatos novos capazes de justificar a liberdade do acusado, permanecendo os indícios de autoria e a prova da materialidade do crime.
No documento, a juíza destacou ainda que o crime teria sido premeditado e articulado. Segundo a decisão, a manutenção da prisão é necessária para garantir a ordem pública, a condução adequada da instrução criminal e a aplicação da lei penal, considerando a gravidade do caso e a repercussão social.
“A preservação da segregação justifica-se pela garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, haja vista o modus operandi, o planejamento, a gravidade concreta da conduta, a repercussão social e a tentativa de evasão”, diz trecho da decisão.
Na mesma determinação, a magistrada marcou para o dia 6 de maio de 2026, às 13h30, a audiência de instrução e julgamento do caso. Na ocasião, serão ouvidas testemunhas e informantes, entre eles Maicon Douglas de Oliveira, filho do acusado, que chegou a ser preso durante as investigações.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na noite de 17 de dezembro de 2025, em uma área de mata próxima à rodovia GO-213, entre Caldas Novas e Ipameri. A acusação afirma que o síndico teria agido com intenção de matar, por motivo considerado torpe, utilizando recursos que dificultaram a defesa da vítima e empregando extrema violência. Após o crime, o corpo da corretora foi ocultado para tentar garantir impunidade.
As investigações indicam que a vítima e o acusado tinham desentendimentos desde que Daiane passou a administrar diretamente seis apartamentos da família, função que antes era exercida por Cleber. De acordo com o Ministério Público, o síndico passou a criar obstáculos profissionais e pessoais contra a corretora, incluindo registros policiais por ameaça, perseguição, lesão corporal e difamação, o último deles registrado um dia antes do desaparecimento da vítima.
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