O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) revogou a prisão do ex-presidente do Sindicato Rural de Rio Verde, Olávio Teles Fonseca, e determinou que ele aguarde em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica, o curso do processo criminal contra ele. Fonseca foi denunciado por crimes sexuais praticados contra funcionárias.
Como medida cautelar, o TJGO determinou que ele mantenha distância de no mínimo 300 metros das vítimas. Também não poderá comparecer à sede do Sindicato Rural, onde segundo a Polícia Civil aconteceram os abusos.
Segundo a defesa, não havia “fundamentos concretos que justificassem” a manutenção da prisão preventiva. O TJGO concordou com a tese. A defesa afirmou que as cautelares serão integralmente cumpridas por Fonseca. Ele foi solto na terça-feira (24).
Fonseca foi afastado da presidência do cargo em novembro do ano passado, depois da prisão. A partir daí, conforme a investigação, as vítimas começaram a ser perseguidas por ele.
O ex-presidente do Sindicato Rural foi denunciado ainda em dezembro. De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), os abusos ocorriam dentro da sala da presidência da entidade. No local não havia câmeras e somente Fonseca tinha a chave.
A dinâmica era a seguinte: as funcionárias eram chamadas por ele sob o pretexto de conversarem sobre assuntos administrativos, mas, durante o encontro, ele fazia comentários sobre o corpo delas, tocava e praticava os crimes sexuais, de acordo com o processo.
Num primeiro momento, foram identificadas três vítimas, incluindo uma adolescente que atuava como menor aprendiz. Durante a investigação, o número aumentou. Ele responde por crimes sexuais, psicológicos, stalking e coação.
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