11 de julho de 2026
GREVE NA EDUCAÇÃO

Justiça dá mais 72 horas para Sintego apresentar plano de continuidade das atividades educacionais

Tribunal concedeu ampliação do prazo após pedido do sindicato; Prefeitura quer manutenção mínima de servidores por unidade escolar
Sintego terá mais 72 horas para apresentar plano de continuidade das atividades durante greve da rede municipal de Goiânia.
Sintego terá mais 72 horas para apresentar plano de continuidade das atividades durante greve da rede municipal de Goiânia.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) conseguiu junto à Justiça a ampliação do prazo para apresentar o plano mínimo de continuidade das atividades educacionais durante a greve da rede municipal de Goiânia. A nova determinação concede mais 72 horas para que o sindicato encaminhe o documento ao Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

Segundo o advogado setorial da Secretaria Municipal de Educação (SME), Dr. Kaio Ygor Paulino da Silva, o prazo inicial venceu ao meio-dia desta terça-feira (12), mas o sindicato solicitou a dilação do período para elaboração do plano.

“O sindicato pediu dilação do prazo que venceu ontem ao meio-dia. A Justiça concedeu mais 72 horas para apresentar esse plano de atendimento”, explicou.

De acordo com Kaio Ygor, a liminar concedida pelo TJGO estabelece a manutenção mínima de 70% dos servidores administrativos em atividade durante a paralisação. No entanto, a Prefeitura de Goiânia apresentou um novo pedido à Justiça para que esse percentual seja cumprido em cada unidade escolar, e não apenas de forma geral em toda a rede municipal.

“O juiz aguarda o encaminhamento do plano de atendimento do Sintego para analisar essa solicitação”, afirmou o representante da SME.

Sintego afirma que greve continua e cobra avanços

Em nota divulgada nesta quarta-feira (13), o Sintego informou que a greve da rede municipal chegou ao segundo dia mantendo a mobilização da categoria em defesa da valorização profissional.

O sindicato reconheceu o anúncio da Prefeitura sobre o envio do reajuste do piso do magistério à Câmara Municipal, mas afirmou que a medida ocorreu “com cinco meses de atraso e sem pagamento retroativo”, além de não contemplar todas as reivindicações da categoria.

Entre as demandas apresentadas pelo sindicato estão a reformulação do plano de carreira dos servidores administrativos, progressões funcionais, aplicação da Lei do Descongela, cumprimento da Lei do Enquadramento, convocação de concursados aprovados e pagamento da data-base de 2026 para administrativos da Educação.

A entidade também citou críticas à sobrecarga de trabalho nas escolas, à superlotação das salas de aula e à terceirização da merenda escolar.

“O SINTEGO reforça que a pauta da greve permanece em aberto, uma vez que diversos pontos seguem sem resposta concreta por parte da administração municipal”, destacou a nota.

Ainda conforme o sindicato, o movimento grevista é resultado da “ausência de avanços efetivos nas negociações” ao longo de um ano e meio da atual gestão municipal.


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