O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) conseguiu junto à Justiça a ampliação do prazo para apresentar o plano mínimo de continuidade das atividades educacionais durante a greve da rede municipal de Goiânia. A nova determinação concede mais 72 horas para que o sindicato encaminhe o documento ao Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).
Segundo o advogado setorial da Secretaria Municipal de Educação (SME), Dr. Kaio Ygor Paulino da Silva, o prazo inicial venceu ao meio-dia desta terça-feira (12), mas o sindicato solicitou a dilação do período para elaboração do plano.
“O sindicato pediu dilação do prazo que venceu ontem ao meio-dia. A Justiça concedeu mais 72 horas para apresentar esse plano de atendimento”, explicou.
De acordo com Kaio Ygor, a liminar concedida pelo TJGO estabelece a manutenção mínima de 70% dos servidores administrativos em atividade durante a paralisação. No entanto, a Prefeitura de Goiânia apresentou um novo pedido à Justiça para que esse percentual seja cumprido em cada unidade escolar, e não apenas de forma geral em toda a rede municipal.
“O juiz aguarda o encaminhamento do plano de atendimento do Sintego para analisar essa solicitação”, afirmou o representante da SME.
Sintego afirma que greve continua e cobra avanços
Em nota divulgada nesta quarta-feira (13), o Sintego informou que a greve da rede municipal chegou ao segundo dia mantendo a mobilização da categoria em defesa da valorização profissional.
O sindicato reconheceu o anúncio da Prefeitura sobre o envio do reajuste do piso do magistério à Câmara Municipal, mas afirmou que a medida ocorreu “com cinco meses de atraso e sem pagamento retroativo”, além de não contemplar todas as reivindicações da categoria.
Entre as demandas apresentadas pelo sindicato estão a reformulação do plano de carreira dos servidores administrativos, progressões funcionais, aplicação da Lei do Descongela, cumprimento da Lei do Enquadramento, convocação de concursados aprovados e pagamento da data-base de 2026 para administrativos da Educação.
A entidade também citou críticas à sobrecarga de trabalho nas escolas, à superlotação das salas de aula e à terceirização da merenda escolar.
“O SINTEGO reforça que a pauta da greve permanece em aberto, uma vez que diversos pontos seguem sem resposta concreta por parte da administração municipal”, destacou a nota.
Ainda conforme o sindicato, o movimento grevista é resultado da “ausência de avanços efetivos nas negociações” ao longo de um ano e meio da atual gestão municipal.
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