21 de julho de 2026
CRIME DE 2025

Justiça condena homem que matou mulher trans em Anápolis

Jurados reconheceram a materialidade e a autoria do crime e acolheram a qualificadora de recurso que impossibilitou a defesa da vítima
Samylla, vítima, e Valdizio Neto, condenado pela Justiça. (Fotos: Reprodução e Jonathan Cavalcante/Rádio SF)
Samylla, vítima, e Valdizio Neto, condenado pela Justiça. (Fotos: Reprodução e Jonathan Cavalcante/Rádio SF)

A Justiça condenou Valdizio Neto dos Santos Almeida pelo homicídio qualificado de Samylla Alves Guimarães, mulher trans assassinada em julho de 2025, na zona rural de Anápolis. O julgamento foi realizado na última quarta-feira (10) pelo Tribunal do Júri da comarca.

Os jurados reconheceram a materialidade e a autoria do crime e acolheram a qualificadora de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Com isso, o Conselho de Sentença rejeitou a tese de negativa de autoria apresentada pela defesa e condenou o réu por homicídio qualificado.

Conforme a denúncia, oferecida pela promotora de Justiça Adriana Marques Thiago, no dia 18 de julho de 2025, o acusado marcou um programa sexual com a vítima por meio do Instagram. Após buscá-la em sua residência, ele a levou para uma via vicinal próxima à Universidade Estadual de Goiás (UEG), em uma área isolada e sem iluminação pública, onde efetuou quatro disparos de arma de fogo. Três dos tiros foram realizados à curta distância. A vítima morreu no local em decorrência das lesões provocadas pelos disparos.

Segundo as investigações, o réu foi localizado na manhã seguinte ao crime durante diligência policial em sua residência, ocasião em que foram encontrados vestígios de sangue em suas roupas. Ele foi preso em flagrante.

Ao dosar a pena, o juiz presidente do Tribunal do Júri fixou a condenação em 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A sentença também determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 150 mil à família da vítima.


Leia mais sobre: / / Cidades