A Justiça condenou a mais de 50 anos de reclusão um homem acusado de dezenas de crimes relacionados à produção, armazenamento e compartilhamento de fotografias e vídeos com cenas de abuso infantil em Goiás.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), ele divulgava o material criminoso por meio da internet e de redes sociais.
A sentença reconheceu a validade de um conjunto consistente de provas digitais, obtidas a partir de perícias técnicas em dispositivos eletrônicos e da análise de registros de produção, armazenamento e disseminação de material envolvendo abuso sexual de bebês, crianças e adolescentes, incluindo um sobrinho do réu. O juiz afastou alegações de nulidade das provas e entendeu que os elementos colhidos demonstraram a prática reiterada dos crimes.
A Justiça Federal também rejeitou a tese de insanidade mental apresentada pela defesa, ao concluir que não havia elementos técnicos suficientes para afastar a imputabilidade penal do réu. Segundo a decisão, os laudos e demais provas analisadas indicaram que o condenado possuía capacidade de compreensão do caráter ilícito das condutas e de autodeterminação à época dos fatos. Ainda cabe recurso contra a decisão.
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