27 de maio de 2022
Cidades

Juiz manda a juri popular “Serial Killer”

 

O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, determinou que o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha seja submetido a júri popular pelo homicídio da estudante Juliana Neubia Dias, de 22 anos, com duas qualificadoras: motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O crime aconteceu em julho do ano passado em um semáforo, localizado no cruzamento da Avenida Mutirão com a Avenida D, no Setor Oeste, em Goiânia. Em uma análise apurada dos autos, do conjunto probatório e das provas anexadas ao processo, Jesseir avaliou que existem indícios suficientes de autoria e participação, além da materialidade do delito.

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Ao atacar a tese apresentada pela defesa relativa a inimputabilidade de Tiago (aquela pessoa que em razão de doença mental não é capaz de entender o caráter ilícito do fato por ela praticado), o magistrado citou o laudo apresentado pela Junta Oficial do Poder Judiciário de Goiás e reiterou que a personalidade psicopática não está incluída na categoria das moléstias mentais. Referido laudo de insanidade mental concluiu que o acusado não possui doença mental, nem desenvolvimento mental retardado ou incompleto, sendo portador de Transtorno de Personalidade Antissocial, vulgarmente conhecida como psicopatia.

O crime

Segundo a denúncia, o crime aconteceu em 25 de julho de 2014, por volta das 21 horas (numa sexta-feira), em um semáforo na Avenida Mutirão, no cruzamento com a Avenida D, no Setor Oeste, em Goiânia, quando Tiago, utilizando uma arma de fogo, por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, matou Juliana.

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Consta dos autos que a vítima estava na companhia do namorado Mauro Stone e da amiga Layane de Souza Dias. Eles trafegavam pela Avenida Mutirão em um carro da marca pálio e Juliana estava sentada no banco passageiro, enquanto o namorado se encontra na direção e a amiga no banco traseiro.

Ao avistar o veículo, o acusado passou a segui-los e quando o motorista parou no semáforo o denunciado parou ao lado do passageiro, desceu da motociclete e, sem retirar o capacete, efetuou dois tiros, que ultrapassaram os vidros laterais da porta e atingiram a região auricular e o pescoço da vítima. Ato contínuo, o denunciado deixou o local com sua moto. Preso meses depois, confessou o homicídio, bem como vários outros, assegurando que Juliana era sua 35ª vítima.

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