Em entrevista ao programa Microfone Aberto, da Rádio Difusora, o deputado federal e pecuarista José Mário Schreiner (PSD) reagiu nesta sexta-feira (22) às críticas vindas de outros postulantes à vaga de vice-governador na chapa de Daniel Vilela de que está fazendo muita pressão junto ao governador, dizendo que seu ritmo é legítimo e vai ser mantido.
Nomes como Gustavo Mendanha e Luiz do Carmo sinalizaram recentemente que a intensa movimentação de Schreiner — que conta com o apoio declarado de prefeitos e lideranças do interior — estaria gerando uma “pressão desnecessária” sobre o pré-candidato ao governo.
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“É o meu jeito de trabalhar”
Schreiner refutou a ideia de que sua pré-candidatura cause desgaste ao grupo. Pelo contrário, o parlamentar destacou que sua trajetória sempre foi pautada pela ação direta, pelo diálogo e foco no interior do estado.
“Sempre enfrentei dificuldades, buraco, pedra e atoleiro. Minha forma de buscar espaço é mostrando serviço e dialogando com as pessoas. Vou manter essa postura”, afirmou o deputado, sinalizando que não pretende diminuir o ritmo das mobilizações.
O peso do municipalismo
Schreiner justificou o volume de sua pré-campanha atribuindo o apoio que recebe não a um fruto de imposição, mas de uma resposta espontânea de gestores municipais. Ele afirmou que prefeitos de dezenas de municípios e “600 povoados” têm se manifestado a seu favor, fruto de seu trabalho à frente do Sistema FAEG/SENAR e da reconstrução do SEBRAE em Goiás.
Para o pecuarista, o cargo de vice não deve ser preenchido por critérios superficiais, mas por quem tem “história e serviços prestados”. Ele reforçou ser um “municipalista nato” e que a escolha final, que passará pelo crivo do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e Daniel Vilela (MDB), deve priorizar a confiança e a complementariedade de perfis.
Schreiner defende a necessidade de um planejamento de estado de longo prazo (10, 20 anos), onde a sociedade e o governo caminhem juntos na mesma direção.
Cenário Eleitoral
Ao analisar os adversários, Schreiner foi estratégico. Apontou Wilder Moraes (PL) como o concorrente direto, citando a alta rejeição de Marconi Perillo (PSDB) nas pesquisas. Sobre a disputa interna pela vice, ele continuou enfático em dizer que não vê a movimentação atual prejudicando Daniel Vilela, e sim ajudando a consolidar um projeto de estado de longo prazo.
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