O Jóquei Clube de Goiás, um dos marcos sociais e arquitetônicos mais emblemáticos de Goiânia, enfrenta um de seus momentos mais críticos e decisivos nesta semana. Com a sede no Setor Central sob processo de desapropriação pela Prefeitura, a instituição realiza, nesta segunda-feira (19) eleições para definir sua nova diretoria, ao mesmo tempo em que celebra a simbólica retomada de suas atividades físicas e esportivas.
Após anos sem poder utilizar as dependências da sede social, que estava sob posse da Faculdade Padrão, o clube iniciou um movimento de revitalização. De acordo com o atual presidente interino e candidato à reeleição, o médico Fausto Gomes da Silva, o local foi encontrado em estado de abandono, tendo sido “totalmente destruído e sucateado, invadido por andarilhos e usuários de drogas”.
A virada de chave começou na última sexta-feira (16), com a reintegração de posse do estacionamento, culminando em um evento esportivo no sábado (17). “O jogo de ontem foi simbólico, um marco do início da retomada da nossa sede”, afirmou Fausto, referindo-se à reunião de atletas de basquete, peteca e tênis que voltaram a ocupar o concreto projetado por Paulo Mendes da Rocha. O objetivo central dessa movimentação é “acordar a quadra mais emblemática de Goiânia” e construir novas memórias no local.
Eleições e o futuro institucional
O pleito desta segunda-feira, determinado judicialmente para assegurar a legitimidade das decisões futuras do clube, ocorre das 8h às 17h na sede do Jóquei. A disputa envolve duas frentes principais:
• Chapa Novo Jóquei: liderada pela advogada Nívea Cristina Ribeiro de Paula, propõe uma reorganização institucional focada em governança, transparência e equilíbrio financeiro.
• Chapa da Atual Gestão: encabeçada por Fausto Gomes da Silva, que busca a continuidade dos trabalhos de negociação com o poder público e a revitalização física do espaço.
Fausto destaca que o foco imediato será a recuperação da estrutura física. “Pretendemos limpar a sujeira, lavar, iniciar com pequenas reformas básicas e permanentes, enquanto buscamos parcerias para a vida retornar ao local”, explicou o presidente interino, reforçando o plano de povoar o Jóquei com diversas modalidades esportivas.
Desafios no horizonte
Independentemente do vencedor, a nova diretoria terá a complexa missão de lidar com o processo de desapropriação do imóvel, as negociações de indenizações milionárias e o passivo tributário acumulado. Além disso, a gestão precisará atuar firmemente para preservar o legado histórico e cultural de uma instituição que, por décadas, foi o centro da vida social e esportiva da capital goiana.
Para os entusiastas e sócios, o movimento atual é mais do que uma disputa administrativa, é uma tentativa de salvar o “corpo em movimento” que o Jóquei representa para a cidade. Como resume o chamamento aos associados: “a paixão supera os desafios e juntos podemos transformar o agora da história do Jóquei”.
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