17 de maio de 2022
Política

Jayme Rincón antecipa o que vai dizer na CPMI do Cachoeira

 

 

Em entrevista ao semanário Tribuna do Planalto, o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (AGETOP), Jayme Rincón, mostra os argumentos que, certamente, vai utilizar no depoimento marcado para o dia 22 de agosto à CPMI do Cachoeira. 

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Numa das respostas dadas, na entrevista publicada, Rincón revela o que pensa e o que vai dizer:

Tribuna do Planalto: Para o sr., toda a imprensa nacional está a serviço do ex-presidente Lula?
Jayme Rincón: Eu não usaria a expressão ‘a serviço’. O problema, e posso falar com propriedade porque participei de todas as respostas que o governo deu, é que me chamam atenção que as perguntas são todas afirmativas. Já entra com a pergunta afirmando que aconteceu determinado fato. Então, fazem duas, três, quatro perguntas, você perde tempo buscando dados, números que comprovem o que você está falando e manda as respostas. Aí sai a matéria. Exatamente colocando as perguntas como afirmações e no final eles dizem: o governo de Goiás nega. Então não adianta. As coisas estão direcionadas. É lógico que jornais do porte da Folha de S. Paulo, do Estadão, de O Globo, não têm intenção de fazer isso de forma proposital. O problema é que eles não vêm para cá saber a realidade. E quando você pega 30 mil horas de gravações, com fragmentos daqui e dali, você tem condições de montar qualquer história que quiser. O que a imprensa deveria ter feito? Vindo para cá e questionado especificamente. Essa matéria da Revista Época, por exemplo, de tudo o que surgiu até agora para mim é a coisa mais inconsistente, mais absurda, apesar da credibilidade que a Época tem. Eles pegam três meses de pagamentos de um contrato com pagamentos continuados e tentam ligar esses três meses aos depósitos dos cheques da venda da casa. Olha o absurdo maior: vamos supor que o governador quisesse vender a casa para a Delta: por que ele teria vendido a casa? Se era para pagar as contas da Delta e receber alguma vantagem, não precisava ter vendido a casa. Era só pagar as contas e receber a vantagem. Essa história não fecha. Vamos supor que ele tivesse vendido a casa para a Delta. E daí? Não vendeu. Vamos supor que ele tivesse vendido a casa para o senhor Carlos Cachoeira. E daí? Não tem problema nenhum, é um bem pessoal dele. Tanto foi assim que ele recebeu os cheques e depositou na conta pessoal dele. Se ele tivesse a intenção de fazer alguma coisa que ficasse descoberta ou fosse desonesta ele não teria recebido esses cheques. Aí questionam de onde veio o cheque, da Excitant. Não interessa saber aonde o Wladimir arrumou esses cheques. Quem tem de explicar a origem é o comprador, não o vendedor. Essa casa ficou um tempão à venda, anunciada em jornal. Aí chegou o Wladimir fez uma proposta, ele aceitou, o Wladimir vem e trás os cheques nas datas e isso é que tem de ficar claro. Depois de feita a venda para o Wladimir, o que aconteceu entre eles não é de responsabilidade do governador. Se o Wladimir passou a casa para o Cachoeira, Walter Paulo ou para o Zé, é problema dele. O assunto do governador sobre a venda da casa encerra-se exatamente no momento em que ele pega os cheques, deposita na conta dele e lavra a escritura.

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Para ler a entrevista completa, acesse o Tribuna do Planalto.

 

 

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