O jantar de celebração da posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta terça-feira (12) teve ingressos vendidos a R$ 800. Também teve convites enviados para os ex-presidentes Jair Bolsonaro, que está preso em regime domiciliar e que foi considerado inelegível pelo próprio TSE, e Fernando Collor, também preso em regime domiciliar. Ambos só poderiam comparecer com aval do ministro do Supremo Alexandre de Moraes.
Indicado ao STF em 2020, durante a gestão de Bolsonaro, Nunes Marques toma posse nesta terça-feira (12) como presidente do TSE e, portanto, vai conduzir as eleições nacionais de 2026.
O jantar já teria arrecadado mais de R$ 600 mil reais, segundo divulgou o jornal Folha de São Paulo nesta terça. O evento será em um salão na Asa Sul, em Brasília, a partir das 20h30.
O convite indica que será um jantar por adesão — modelo em que o dinheiro arrecadado é usado para custear a festa. “Será uma ocasião de celebração, reunindo convidados para marcar este importante momento”, diz o convite.
A venda de ingressos está sendo realizada pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). Ao portal g1, o cerimonial da associação afirmou que está “apenas intermediando as vendas”, sem arcar com os custos do evento. Procurado pelo portal o TSE não se manifestou.
Em 2024, quando assumiu o comando do TSE, Cármen Lúcia decidiu não fazer evento de confraternização. Já Moraes, dois anos antes, realizou um coquetel no próprio tribunal. Mais de 2 mil pessoas estiveram presentes.
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