14 de fevereiro de 2026
SEGURANÇA PÚBLICA

Janeiro é o mês com menor número de homicídios em Goiás desde 2016

Foram 46 assassinatos no período, menor número de toda a série histórica e bem abaixo do recorde de 255
Resultado de janeiro de 2026 é o melhor da série histórica. (Foto: Secom)
Resultado de janeiro de 2026 é o melhor da série histórica. (Foto: Secom)

Goiás registrou, em janeiro de 2026, o menor número de homicídios para um único mês desde o início da série histórica monitorada em 2016. Dados do Observatório da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Goiás apontam 46 ocorrências no período. Trata-se da consolidação do resultado de queda observado nos últimos anos.

O resultado contrasta com o pico da série, verificado em outubro de 2016, quando 255 homicídios foram contabilizados no estado. Em termos proporcionais, o índice atual representa uma redução de quase seis vezes em relação ao momento de maior incidência da violência letal.

Os homicídios integram a categoria de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), tipificação adotada nacionalmente e que reúne delitos com resultado morte praticados de forma deliberada. O indicador é utilizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública como parâmetro central para acompanhamento da letalidade nos estados.

De acordo com a SSP-GO, o cenário é sustentado pela atuação conjunta das polícias Militar, Civil, Penal, Científica, além do Corpo de Bombeiros e outros órgãos do sistema, com foco em inteligência, prevenção, investigação e presença territorial.

Indicadores em queda

A redução da violência letal vem acompanhada da queda em outros indicadores. No comparativo entre 2018 e 2025, os registros de latrocínio recuaram 82%, enquanto os homicídios dolosos caíram 62%. Lesões corporais seguidas de morte diminuíram 54% e as tentativas de homicídio apresentaram redução de 28%.

No mesmo intervalo, crimes patrimoniais também apresentaram retração expressiva. Os dados mostram queda de 97% no roubo de cargas, 95% no roubo de veículos, 92% nos roubos a transeuntes e 91% em estabelecimentos comerciais. Os ataques a instituições financeiras, conhecidos como “Novo Cangaço”, não tiveram registro recente.


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