O deputado federal Ismael Alexandrino festejou a filiação do governador Ronaldo Caiado no PSD, disse que está animado e não vai mais deixar a legenda. Em entrevista ao jornalista Altair Tavares, editor-geral do Diário de Goiás nesta quarta-feira (28), ele repercutiu os aspectos positivos da novidade.
Caiado deixou o União Brasil (UB) e se filiou no PSD na noite de terça-feira (27), insatisfeito com a falta de apoio à sua pré-candidatura a presidente da República na eleição deste ano. Com a chegada do governador, por outro lado, o atual presidente do PSD, senador Vanderlan Cardoso, deve passar o cargo para Caiado, ao menos é o que espera Alexandrino.
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Na manhã desta quarta Vanderlan estava em viagem e ainda não se manifestou. A informação de bastidor é que ele estava reunido sobre esse assunto com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, com quem o governador acertou sua entrada na legenda.
Acompanhe abaixo a entrevista com Ismael Alexandrino!
Altair Tavares – Deputado, como o senhor avalia essa filiação de Ronaldo Caiado?
Ismael Alexandrino – Havia uma dificuldade de fazer chapa. É o que a gente estava percebendo. E com essa vinda do governador, dada a credibilidade que ele tem, a avaliação positiva que ele tem, a experiência que ele tem e a vontade de trabalhar, eu acho que ele fortalece muito o partido. O presidente Kassab sempre é muito estratégico, acho que ele faz o movimento acertado mais uma vez.
E para o governador também, que aspira à candidatura à presidência da República também. Eu acho que é um partido que dá condições para ele. Primeiro porque o partido dele [UB] não estava oportunizando, e aqui [no PSD], além de oportunizar, ele sai com uma base de pelo menos 1.200 municípios, 1.200 prefeitos. Então, eu acho que é um movimento inteligente da parte dele e para o partido, sobretudo no Estado de Goiás, nós temos muito a ganhar.
Altair Tavares – Como isso vai interferir na sua condição política hoje do PSD? Procede que o senhor estaria aí insatisfeito, talvez até pensando em sair do partido?
Ismael Alexandrino – Olha, eu sempre disse que a minha vontade inicial era ser reeleito pelo PSD. E que, obviamente, a gente estava avaliando o cenário pela questão de chapa de ter ou não ter. Do jeito que estava, dificilmente teria [uma chapa].
Agora o cenário muda para o completo. Obviamente vou conversar com ele, na condição dele como presidente estadual do partido, para ver quais são os planos, trocar ideia. Mas a ideia é fortalecer o partido e buscar reeleição.
Altair Tavares – O senhor já se dirigiu ao governador como presidente do partido, está confirmado?
Ismael Alexandrino – Ele veio para o partido com essa prerrogativa, tendo em vista que ele é governador do estado. Ele esteve com o presidente Kassab. E eu tenho a impressão que não será diferente disso, não. Isso era uma premissa.
Altair Tavares – Nessa articulação que foi feita agora, o senhor se sente tão mais confortável para ficar no PSD e entrar para a disputa? Ainda falta muito para construir uma chapa para federal e estadual no PSD?
Ismael Alexandrino – A chapa a gente vai construir a partir de agora. Mas dada a credibilidade que ele tem, a capacidade de articulação, eu acho que não terá nenhuma dificuldade de fazer chapa. Ao contrário, eu acho que nós teremos muitos deputados eleitos pelo PSD.
Altair Tavares – Nessa mudança no PSD, o Gustavo Mendanha, também ficou bastante animado com essa mudança. Como o senhor vê essa possibilidade de manter a candidatura dele ao Senado e qual é a sua visão sobre essa pré-candidatura?
Ismael Alexandrino – Olha, o Gustavo é um grande quadro do nosso partido. Estava um tanto quanto ansioso, um pouco incomodado, como as coisas estavam caminhando. Mas eu acho que revigora a vontade dele em permanecer, de oportunizá-lo também.
Até mesmo porque ele, como um grande quadro e o PSD nesse contexto, eu acho que ele [o partido] tem plena condição, inclusive, de pleitear uma vice, alguma coisa nesse sentido. E o Gustavo é um dos grandes nomes nossos. Obviamente essa decisão será do governador Ronaldo Caiado.
Mas se ele for escolhido, terá todo o nosso apoio, tendo em vista o quadro qualificado que é e a aspiração que ele tem.
Altair Tavares – Pelos últimos fatos aí, até a participação do senhor na caminhada do Nikolas Ferreira em Brasília, o senhor estava a caminho de ir para o PL?
Ismael Alexandrino – Eu sempre tive um excelente relacionamento com os políticos e os parlamentares do PL. O Gayer mesmo é uma pessoa que é minha amiga, o Gayer é meu amigo. Não é segredo para ninguém isso. Ajudei ele bastante em uma questão relacionada ao processo dele na Câmara, no sentido de conseguir votos para ele.
Isso também não é segredo para ninguém. E o apoiarei na candidatura ao Senado. E ele tem dito também que serei o candidato a federal dele.
Mas a caminhada do Nikolas é muito mais uma questão de sentimento e de convicção em relação ao que a gente queria chamar atenção. Questões de liberdade e de justiça, essa era a grande mensagem, do que algo de movimento partidário. Obviamente, até por ele ser do PL, o Gayer ser do PL, muitos ali eram do PL, mas não tinha só o PL ali não.
Tinha PSD e não era só eu. Tinha Reinhold Stephanes de Santa Catarina também, tinha políticos republicanos e de outros partidos, inclusive do MDB. Então, não era uma caminhada de partido, era de um sentimento.
E eu acho que o objetivo foi atendido. Acho que nem ele imaginava o tamanho do impacto que isso teria. Mas a minha aproximação com as pessoas do PL, ela sempre existiu de forma muito respeitosa lá.
Eles me acolhem muito bem, gostam de mim e eu tenho um excelente relacionamento com eles.
Altair Tavares – Bom, deputado, para concluir, o senhor está em uma agenda política onde?
Ismael Alexandrino – Eu estou na cidade de Morrinhos. Estive com o prefeito aqui, com alguns vereadores que nos apoiam, inclusive. E estamos fazendo algumas entregas aqui junto com o prefeito, com kits escolares aqui nas escolas, sobretudo nas escolas de educação infantil, de menor idade. Os mais novinhos, até 6, 7 anos de idade. E daqui eu volto para Goiânia e depois eu vou para Jussara. É uma agenda de trabalho.
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