O vereador Éder Alberto Jorge Pimenta (sem partido), perdeu o cargo de presidente da Câmara Municipal de Urutaí. Após uma votação na noite de quinta-feira (15), ele foi destituído do cargo pela unanimidade dos vereadores da atual legislatura. O parlamentar é investigado pela Polícia Civil suspeito de estuprar uma estagiária da própria Câmara, de 25 anos. Pelo mesmo motivo ele também foi expulso do MDB, partido pelo qual foi eleito.
Quem assume a presidência é o vereador Lindomar Veloso (Podemos), que era o vice de Éder Pimenta. O agora ex-presidente, que já estava sem presidir sessões desde que o escândalo explodiu, ainda é alvo de investigação de uma comissão da Câmara e também corre o risco de perder o mandato.
A defesa do vereador Éder Pimenta não foi encontrada. Em resposta à Tv Anhanguera, a defesa informou que acompanha todos os desdobramentos relacionados ao processo administrativo, inclusive a votação que resultou na perda do cargo de presidente da Câmara Municipal. A defesa diz também que espera o acesso integral ao processo para uma manifestação técnica e responsável.
Já a Câmara Municipal, informou que a decisão unânime de retirar o então presidente da Mesa Diretora ocorreu por uma conduta considerada incompatível com a dignidade do cargo e que o processo seguiu os rigores da legislação. Também divulgou que o vice-presidente assumiu a presidência até o fim do mandato.
Relembre o caso
Éder Pimenta tinha ido para Pires do Rio, distante 20 quilômetros de Urutaí, acompanhado da estagiária e uma outra servidora, mas se separaram e a outra funcionária ficou em uma papelaria. Ele tinha requisitado a jovem para um serviço, com o argumento de que ela precisava fazer fotos. A jovem é estagiária da assessoria de Comunicação da Câmara de Urutaí.
Quando ficou a sós com ela, no entanto, ele conduziu o carro com a estagiária para um motel situado em uma rodovia de Pires do Rio. A vítima relatou em depoimento que, ao chegar no motel, o parlamentar falou para ela descer do veículo e entrar no quarto, onde apenas conversariam. Ela então decidiu gravar os abusos e fez a denúncia ao voltar para Urutaí.
Em dezembro a Justiça concedeu uma medida protetiva à estagiária e determinou o distanciamento do agressor da vítima, de seus familiares e de testemunhas.
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