10 de setembro de 2026
Investigação

Investigação mira advogados por fraudes em benefícios pagos pelo acidente com o Césio 137

Os investigados (entre eles seis advogados) protocolaram diversas ações judiciais se valendo de laudos e relatórios médicos falsificados
Segundo as investigações apontam, o prejuízo causado pela associação criminosa pode ultrapassar o valor de R$ 20 milhões. (Foto: PCGO).
Segundo as investigações apontam, o prejuízo causado pela associação criminosa pode ultrapassar o valor de R$ 20 milhões. (Foto: PCGO).

A Operação Fraude Radioativa deflagrada na última segunda-feira (30) pela Polícia Civil de Goiás investiga advogados suspeitos de utilizar documentos falsos para pleitearem a isenção do de aposentados em decorrência de suposta exposição ao material radioativo Césio-137 em 1987. As delegacias estaduais, com o apoio da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e da Gerência de Ações Estratégicas da PCGO da , identificaram mais de 100 processos judiciais.

Os investigados (entre eles seis advogados) protocolaram diversas ações judiciais se valendo de laudos e relatórios falsificados, além de exames falsos ostentando o nome de renomado laboratório internacional, tudo com o objetivo de induzir a erro o Poder Judiciário para que concedesse a referida isenção. No total foram cumpridos três mandados de prisão e 11 mandados de busca e para apurar a série de fraudes.

Na apuração foram identificados, até o momento, três segmentos da associação criminosa:

  • O primeiro segmento, é de captação de clientes que tenham trabalhado no período do acidente do Césio-137;
  • O segundo segmento, é composto por advogados responsáveis pelo ajuizamento de ações judiciais;
  • O terceiro segmento, é também composto de advogados, que emprestaram as senhas de acesso ao sistema judicial para protocolarem ações.

Segundo as investigações apontam, o prejuízo causado pela associação criminosa pode ultrapassar o valor de R$ 20 milhões. Os investigados responderão pelos crimes de estelionato em desfavor do Estado, associação criminosa, uso de documentos falsos e processual, cujas penas somadas podem chegar a mais de 21 anos de prisão.


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