Quase dois anos depois da cerimônia que deu ordem de serviço para a construção da aguardada obra do viaduto do Recanto do Sol, em Anápolis, ainda não há prazo para a conclusão da intervenção viária. Lançada pelo então prefeito Roberto Naves, com prazo inicial para outubro de 2024, ela ainda está a um longo caminho da conclusão e nem prefeitura nem empresa dão estimativas para o término.
Na fase atual, todas as escavações já foram feitas e uma das pistas da BR-153, que passa sob o elevado na trincheira, já está pavimentada e com circulação. No entanto, ainda há muito a se fazer, como a reconstituição de um muro de contenção que desabou no ano passado, além das conexões do viaduto com as avenidas FC-22 e Jovino de Araújo.
Com o período chuvoso, as intervenções estão praticamente paralisadas, dado o alto volume de precipitação em janeiro. A Secretaria de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente afirmou que a prefeitura “tem atuado de forma ativa na fiscalização, com notificações formais à empresa e acompanhamento técnico permanente para cobrar reprogramação, cumprimento de prazos e adoção de medidas que reduzam impactos no cronograma”.
Durante a gestão Roberto Naves, os prazos dados foram outubro e, posteriormente, dezembro de 2024. Com Márcio Corrêa, a primeira data cravada foi julho de 2025. Nenhum dos três foi cumprido.
“Parte dos atrasos decorre de dificuldades operacionais e de planejamento da empresa executora, especialmente na organização da sequência executiva e na condução de serviços que dependem de condições específicas de solo”, justificou o secretário Thiago Sá.
Segundo ele, “ara a conclusão dos serviços, é necessária uma janela contínua estimada de aproximadamente 20 dias de estiagem, razão pela qual não há, neste momento, uma data fechada para entrega, permanecendo o cronograma condicionado às condições climáticas.”
Sá diz ainda que um distrato com a empreiteira Mobicon não está descartado caso a empresa não cumpra os prazos estabelecidos em contrato.
Empresa se justifica
A Mobicon, empreiteira que executa a obra, reconheceu que o cronograma original não foi cumprido conforme planejado, mas ponderou. “Nosso compromisso se mantém: entregar uma obra de qualidade para a população”.
Segundo a empresa, os atrasos decorrem majoritariamente das “condições climáticas adversas, com chuvas intensas e antecipadas”, que de acordo com a companhia “impactaram significativamente etapas críticas da obra, especialmente serviços de pavimentação, que exigem período de estiagem para garantir a qualidade técnica necessária”.
A Mobicon revelou ainda prazo para entrega de uma das três frentes principais da obra. Serviços complementares, como meio-fio, calçadas e guarda-rodas, devem estar prontos até o fim de fevereiro, se não houver nenhum impedimento técnico.
A liberação do tráfego na pista Sul da BR-153 ainda depende da conclusão da pavimentação. “Nossas equipes estão mobilizadas e aguardam condições climáticas favoráveis para execução com qualidade e segurança. Nas condições climáticas do momento não é possível fornecer uma previsão”, explicou.
A outra etapa é a liberação do tráfego na Avenida Jovino de Araújo, que aguarda aprovação da Equatorial para a realocação de dois postes que interferem na área de aterro. Conforme a empreiteira, o processo está em andamento junto à concessionária e o serviço será executado imediatamente após a liberação.
“A empresa tem mantido a Prefeitura permanentemente informada sobre cada etapa, incluindo as questões climáticas e burocráticas. Entendemos que tanto a construtora quanto o poder público foram impactados por circunstâncias de força maior, e estamos trabalhando em conjunto para superar cada obstáculo”, destacou em nota a Mobicon.
Leia mais sobre: Anápolis / Viaduto do Recanto do SOl / Cidades

