09 de fevereiro de 2026
RECANTO DO SOL

Iniciado há quase dois anos, viaduto em Anápolis ainda não tem data para ser inaugurado

Prefeitura e empresa citam adversidades climáticas para justificar atrasos. Por ora, ainda não há previsão de entrega da intervenção viária mais esperada da cidade
Vista aérea do viaduto do Recanto do Sol. (Foto: Paulo de Tarso)
Vista aérea do viaduto do Recanto do Sol. (Foto: Paulo de Tarso)

Quase dois anos depois da cerimônia que deu ordem de serviço para a construção da aguardada obra do viaduto do Recanto do Sol, em Anápolis, ainda não há prazo para a conclusão da intervenção viária. Lançada pelo então prefeito Roberto Naves, com prazo inicial para outubro de 2024, ela ainda está a um longo caminho da conclusão e nem prefeitura nem empresa dão estimativas para o término.

Na fase atual, todas as escavações já foram feitas e uma das pistas da BR-153, que passa sob o elevado na trincheira, já está pavimentada e com circulação. No entanto, ainda há muito a se fazer, como a reconstituição de um muro de contenção que desabou no ano passado, além das conexões do viaduto com as avenidas FC-22 e Jovino de Araújo.

Com o período chuvoso, as intervenções estão praticamente paralisadas, dado o alto volume de precipitação em janeiro. A Secretaria de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente afirmou que a prefeitura “tem atuado de forma ativa na fiscalização, com notificações formais à empresa e acompanhamento técnico permanente para cobrar reprogramação, cumprimento de prazos e adoção de medidas que reduzam impactos no cronograma”.

Durante a gestão Roberto Naves, os prazos dados foram outubro e, posteriormente, dezembro de 2024. Com Márcio Corrêa, a primeira data cravada foi julho de 2025. Nenhum dos três foi cumprido.

“Parte dos atrasos decorre de dificuldades operacionais e de planejamento da empresa executora, especialmente na organização da sequência executiva e na condução de serviços que dependem de condições específicas de solo”, justificou o secretário Thiago Sá.

Segundo ele, “ara a conclusão dos serviços, é necessária uma janela contínua estimada de aproximadamente 20 dias de estiagem, razão pela qual não há, neste momento, uma data fechada para entrega, permanecendo o cronograma condicionado às condições climáticas.”

Sá diz ainda que um distrato com a empreiteira Mobicon não está descartado caso a empresa não cumpra os prazos estabelecidos em contrato.

Empresa se justifica

A Mobicon, empreiteira que executa a obra, reconheceu que o cronograma original não foi cumprido conforme planejado, mas ponderou. “Nosso compromisso se mantém: entregar uma obra de qualidade para a população”.

Segundo a empresa, os atrasos decorrem majoritariamente das “condições climáticas adversas, com chuvas intensas e antecipadas”, que de acordo com a companhia “impactaram significativamente etapas críticas da obra, especialmente serviços de pavimentação, que exigem período de estiagem para garantir a qualidade técnica necessária”.

A Mobicon revelou ainda prazo para entrega de uma das três frentes principais da obra. Serviços complementares, como meio-fio, calçadas e guarda-rodas, devem estar prontos até o fim de fevereiro, se não houver nenhum impedimento técnico.

A liberação do tráfego na pista Sul da BR-153 ainda depende da conclusão da pavimentação. “Nossas equipes estão mobilizadas e aguardam condições climáticas favoráveis para execução com qualidade e segurança. Nas condições climáticas do momento não é possível fornecer uma previsão”, explicou.

A outra etapa é a liberação do tráfego na Avenida Jovino de Araújo, que aguarda aprovação da Equatorial para a realocação de dois postes que interferem na área de aterro. Conforme a empreiteira, o processo está em andamento junto à concessionária e o serviço será executado imediatamente após a liberação.

“A empresa tem mantido a Prefeitura permanentemente informada sobre cada etapa, incluindo as questões climáticas e burocráticas. Entendemos que tanto a construtora quanto o poder público foram impactados por circunstâncias de força maior, e estamos trabalhando em conjunto para superar cada obstáculo”, destacou em nota a Mobicon.


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