Quem imaginava uma partida morna pela disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo 2026 se surpreendeu com um verdadeiro espetáculo. Em Miami, a Inglaterra venceu a França por 6 a 4, em um confronto de dez gols, conquistou a medalha de bronze e encerrou sua campanha em alta após a dolorosa eliminação para a Argentina na semifinal. Já a seleção francesa, derrotada pela Espanha na outra semifinal, se despediu do Mundial na quarta colocação. Neste domingo (19), Argentina e Espanha disputam o título da Copa do Mundo, em Nova Jersey.
A Inglaterra praticamente definiu o jogo ainda no primeiro tempo. Declan Rice abriu o placar aos 2 minutos, Ezri Konsa ampliou aos 17, e Bukayo Saka marcou duas vezes, aos 36 e aos 45 minutos, levando os ingleses para o intervalo com uma impressionante vantagem de 4 a 0. A equipe comandada por Thomas Tuchel dominou completamente as ações e parecia caminhar para uma vitória tranquila.
A reação francesa veio logo após o intervalo. Kylian Mbappé diminuiu aos 2 minutos do segundo tempo, Bradley Barcola fez o segundo aos 8 e o próprio Mbappé voltou a balançar as redes aos 20, recolocando os franceses na partida. Quando a pressão aumentava, Saka converteu um pênalti aos 41 minutos e completou seu hat-trick. Nos acréscimos, Ousmane Dembélé ainda descontou aos 50, mas, dois minutos depois, Jude Bellingham arrancou do campo de defesa, passou pela marcação e marcou um golaço para fechar o placar em 6 a 4.
Mesmo com a derrota, Mbappé foi um dos grandes personagens da partida. Autor de dois gols, o atacante francês se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo e assumiu a liderança da artilharia da edição de 2026, ultrapassando Lionel Messi. O camisa 10 encerra o Mundial como principal destaque individual da França, mesmo sem conseguir conduzir a equipe à decisão.
O confronto também marcou a despedida de Didier Deschamps do comando da seleção francesa. Campeão mundial em 2018 e vice-campeão em 2022, o treinador encerra um dos ciclos mais vitoriosos da história do futebol francês. Apesar da frustração pela eliminação diante da Espanha e do quarto lugar na Copa, Deschamps deixa um legado de títulos, regularidade e protagonismo internacional que marcou uma geração da seleção francesa.
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