19 de julho de 2026
MÁ INFLUÊNCIA • atualizado em 04/03/2026 às 08:22

Influenciador é preso em Porangatu por rifas ilegais que movimentaram mais de R$ 650 mil

Operação da PCGO aponta descumprimento judicial, ocultação de bens e suspeita de lavagem de dinheiro em esquema digital
Polícia afirma que o preso fazia sorteios ilegais por meio de rifas nas redes sociais - Foto: PCGO / arquivo
Polícia afirma que o preso fazia sorteios ilegais por meio de rifas nas redes sociais - Foto: PCGO / arquivo

Um influenciador digital investigado por divulgar sorteios ilegais por meio de rifas nas redes sociais foi preso em Porangatu durante uma operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO). De acordo com a PCGO, ele descumpriu ordens judiciais ao oferecer veículos e valores em dinheiro como premiação, incentivando a população a adquirir “cotas premiadas”.

A corporação já havia realizado outra operação para inibir a prática, na qual foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Apesar da ação, o influenciador, cujo nome não foi divulgado, fez ao menos mais cinco sorteios ilegais por meio da página Mega Prêmios, arrecadando mais de R$ 654 mil.

“O que ele vem fazendo agora é uma tentativa de burlar a atividade por ele desempenhada, tanto é que vem recebendo dinheiro por meio de terceiros, ocultando bens e valores, além de não estar legalizado. Ele afirma ser apenas influencer, mas na outra ação que desenvolvemos, ele é o principal investigado”, explica o delegado Hermison Pereira.

Durante a abordagem, segundo o jornal O Populacional, o influenciador reagiu à prisão, e acabou contido pelos agentes. Após ser encaminhado à delegacia, a PCGO fez buscas na cidade com o objetivo de localizar o veículo e a motocicleta anunciados nas rifas em andamento. Os dois bens procurados não foram localizados nos endereços ligados ao esquema.

A polícia acredita que eles teriam sido ocultados por terceiros. As investigações envolvem, em tese, contravenção penal de jogo de azar, crimes contra as relações de consumo, possível induzimento de consumidores a erro, além de indícios de lavagem de capitais e associação criminosa.


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