O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, desacelerou em Goiânia pelo quarto mês consecutivo em janeiro. Dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o indicador ficou em 0,22% no mês passado, abaixo dos 0,23% de dezembro.
Na comparação com janeiro de 2025, porém, a inflação acelerou. No mesmo período do ano passado, o IPCA goianiense teve retração de 0,03%. Goiânia teve o segundo índice mais baixo do país, atrás apenas de Belém, que registrou 0,16%.
De todo modo, a inflação na capital goiana fica abaixo do resultado do país, que se manteve na casa dos 0,33%, mesmo resultado de dezembro, o que deixou o índice em 4,44% no período de 12 meses, conforme o IBGE. Em sentidos opostos, a gasolina, com alta de 2,06%, e a luz elétrica residencial, com queda de 2,73% nos preços, foram as principais influências para a variação de janeiro. Em Goiânia, o acumulado dos últimos 12 meses está em 4,38%. Em dezembro, o índice era de 4,12%.
Energia elétrica em queda
Em Goiânia, o grupo de Habitação (-0,57%) foi o que mais contribuiu para a desaceleração do índice geral de janeiro. Seu resultado foi pressionado pelo preço da energia elétrica residencial (-5,12%), que recuou pelo segundo mês consecutivo. Apesar disso, ela ainda acumula alta expressiva de 40,49% em 12 meses.
No grupo de Transportes (0,33%), embora o resultado seja de alta, dois subitens se destacaram pelas quedas apresentadas em janeiro: o transporte por aplicativo (-13,75%) e a passagem aérea (-10,02%).
Alta nos combustíveis
Os grupos de Saúde e cuidados pessoais (0,87%) e de Transportes (0,33%) foram os que mais impulsionaram a inflação de janeiro em Goiânia. O primeiro foi influenciado, sobretudo, pela alta do perfume (4,51%).
O segundo, por sua vez, sofreu impacto do aumento do preço dos Combustíveis de veículos (0,97%), com a segunda alta sucessiva. Nesse sentido, destaca-se o etanol (3,34%), cuja variação foi substancialmente maior que a da gasolina (0,51%).
Na contramão do recuo apresentado pelo grupo de Habitação (-0,57%), o aluguel residencial (2,21%) chamou a atenção como o subitem que mais elevou a inflação geral da capital. A alta de janeiro deste ano foi bastante superior à de 2025 (0,28%), contribuindo significativamente para o índice acumulado de 8,95% em 12 meses.
Preço do tomate sobe mais de 17% O grupo de Alimentação e bebidas (0,34%) foi o terceiro com maior impacto positivo na inflação geral do mês. Dentre seus itens e subitens, merecem destaque o tomate (17,66%), que apresentou o segundo aumento consecutivo e o maior desde março (32,12%), e as Carnes (1,33%), cujos preços subiram pelo terceiro mês em sequência.
Por outro lado, alguns subitens do grupo tiveram relevante contribuição para desacelerar o índice geral goianiense: frango em pedaços (-3,70%), arroz (-2,20%), pão francês (-1,70%), ovo de galinha (-8,13%) e leite longa vida (-2,10%).
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