A produção industrial goiana recuou 6,4% em novembro, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quarta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual já considera ajuste sazonal e representa um tombo expressivo em relação a outubro, quando o indicar variou 7,2% positivamente.
O resultado corresponde ao maior recuo desde janeiro de 2006, quando a queda foi de 6,6%). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, porém, Goiás avançou 2,6%. Com isso, o acumulado em 12 meses se manteve positivo, aumentando para 2,3%. O tombo foi o maior em todo o país. Segundo o IBGE, a produção industrial apresentou taxas positivas em 8 dos 15 locais pesquisados. Os maiores avanços foram em Mato Grosso (7,2%) e Espírito Santo (4,4%).
A nível nacional, o setor industrial mostrou variação nula (0,0%) frente ao mês anterior, após apontar acréscimo de 0,1% em outubro. Com esses resultados, a produção industrial permanece 2,4% acima do patamar pré-pandemia, cujo marco é fevereiro de 2020, mas ainda está 14,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
Na comparação com novembro de 2024, o total da indústria voltou a registrar queda na produção (-1,2%). No acumulado do ano, o setor industrial avançou 0,6%, e, nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 0,7%.
Alta na indústria alimentícia
Na comparação com novembro de 2024, o avanço de 2,6% assinalado em Goiás foi motivado pela alta de sete dos treze setores investigados. Dentre eles, os mais relevantes foram: Fabricação de produtos alimentícios (3,7%) e Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (11,5%). Por outro lado, as maiores influências negativas para o índice goiano foram das atividades de Fabricação de produtos de minerais não metálicos (-33,5%), Fabricação de produtos químicos (-3,7%) e Confecção de artigos do vestuário e acessórios (-7,9%).
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